Capitão da FAB que atirou e matou ex-sogro da filha perde patente

O caso ocorreu após uma discussão iniciada pela disputa da guarda do neto do militar, em Fortaleza (CE)

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Felipe Barra/Ministério da Defesa -

O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu, por unanimidade, cassar o posto e a patente do capitão reformado da Aeronáutica Luís Eduardo Ferreira de Melo. O militar recebeu condenação de 49 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por matar o ex-sogro da filha e tentar assassinar outras duas pessoas em Fortaleza. Segundo os ministros, a conduta do oficial violou os princípios da ética militar. Por isso, o STM concluiu que ele não poderia permanecer na Força.

Durante o julgamento, os ministros retiraram o sigilo do processo e rejeitaram todos os pedidos da defesa. Além disso, o Tribunal entendeu que o capitão não apresentou argumentos suficientes para manter a patente. De acordo com a investigação, o crime aconteceu em novembro de 2020 durante uma discussão sobre a guarda do neto do militar. Em seguida, o acusado buscou um revólver calibre 38 no apartamento e voltou ao local. Então, ele atirou contra o bancário aposentado Fernando Carlos Pinto, de 59 anos. Além disso, o militar feriu a esposa da vítima e o filho do casal, que sobreviveu após receber atendimento médico.

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Por fim, o Tribunal do Júri reconheceu que o homicídio ocorreu por motivo fútil e com recurso que impediu a defesa da vítima. Dessa forma, a Justiça manteve a prisão preventiva do militar. Enquanto isso, o capitão também perdeu definitivamente o posto e a patente na Aeronáutica. Assim, além de cumprir a pena na Justiça comum, ele deixa de integrar oficialmente a Força Aérea Brasileira.