
Um ano após a entrada em vigor da lei que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras, diretores de instituições públicas e privadas relatam avanços no ambiente escolar. Pesquisa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que 92% das escolas do País já adotam a medida. Segundo os gestores, a restrição aumentou a participação dos estudantes nas atividades em sala. Além disso, a medida melhorou a concentração durante as aulas e fortaleceu a convivência entre os alunos. Os diretores também registraram redução nos conflitos, nas agressões e nos casos de cyberbullying.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realizou o levantamento com gestores de mais de oito mil escolas públicas e privadas. De acordo com a pesquisa, 95% dos entrevistados afirmaram que a medida estimulou a socialização presencial. Além disso, 88% apontaram redução de conflitos digitais. Outros 86% perceberam queda nos níveis de ansiedade entre os estudantes. No entanto, os gestores ainda enfrentam desafios para aplicar a norma. Cerca de 39% relataram dificuldades para armazenar os aparelhos. Já 31% afirmaram ter problemas para fiscalizar o cumprimento da regra durante aulas e intervalos.
Apesar dos resultados positivos, especialistas e representantes do MEC defendem maior participação das famílias. Segundo a pesquisa, 67% dos gestores consideram essencial que os responsáveis estabeleçam limites para o uso das telas fora da escola. Além disso, diretores destacaram a necessidade de ampliar espaços de lazer e convivência nas unidades de ensino. Eles também defenderam investimentos na formação dos professores sobre mediação tecnológica e saúde mental. Para o MEC, a tecnologia não deve ser tratada como inimiga. Pelo contrário, escolas e famílias precisam incentivar o uso equilibrado e responsável dessas ferramentas no processo de aprendizagem.










