
A Prefeitura de Limeira anunciou neste sábado (13) que vai processar o Governo Federal por suposta omissão na fiscalização da Ponte do Esqueleto. A decisão ocorreu após a morte de uma jovem durante uma atividade de rope jump no interior de São Paulo. Segundo a administração municipal, o município alertou a União diversas vezes sobre os riscos da estrutura. Além disso, a prefeitura afirma que enviou ofícios cobrando providências.
Em nota oficial, o prefeito Murilo Félix (Podemos) informou que a administração municipal solicitou medidas de segurança desde 2025. No entanto, os problemas permaneceram. Por isso, a prefeitura decidiu buscar responsabilização judicial. Segundo o município, a manutenção e a fiscalização da ponte cabem ao governo federal, já que a estrutura pertence ao patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), atualmente em processo de incorporação pela União.
A Ponte do Esqueleto atrai praticantes de esportes radicais e visitantes de várias cidades da região. Entretanto, o histórico do local registra acidentes graves. Em 2024, uma ciclista morreu após cair da estrutura. Além disso, outras pessoas sofreram ferimentos em ocorrências semelhantes. De acordo com representantes do setor turístico, cerca de 500 visitantes passam pela área todos os meses.
O que se sabe sobre o caso
A jovem morreu na manhã deste sábado após saltar de uma altura de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump. Conforme informações da Polícia Militar, os instrutores podem ter falhado na fixação do equipamento de segurança. Como resultado, a vítima caiu sem proteção adequada.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram a jovem sendo lançada sem qualquer corda presa ao corpo. Logo após o acidente, testemunhas tentaram prestar socorro. Em seguida, equipes do Samu chegaram ao local e confirmaram a morte. A queda provocou múltiplos ferimentos graves.
A polícia levou seis pessoas para a delegacia para prestar esclarecimentos. Atualmente, três delas permanecem detidas. Enquanto isso, os investigadores analisam imagens, depoimentos e documentos para esclarecer as circunstâncias da tragédia e identificar os responsáveis.











