Líder do TCP é condenado a mais de 24 anos de prisão por assassinato na Ilha do Frade

O crime aconteceu há nove anos. Gabriel Gomes Faria, o “Buti”, foi condenado pelo homicídio qualificado de Pedro Paulo Vieira

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Foto: Divulgação/Sesp -

Líder do TCP é condenado por homicídio e lesão corporal em Vitória

Gabriel Gomes Faria, conhecido como “Buti”, uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) em Vitória, recebeu condenação de 24 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e lesão corporal grave. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (8), no Fórum Criminal de Vitória.

Além disso, a condenação está relacionada a um crime ocorrido em junho de 2017, na Ilha do Frade.

Crime ocorreu durante disputa pelo tráfico

Segundo as investigações, Gabriel e outros integrantes do grupo criminoso assassinaram Pedro Paulo Vieira a tiros. De acordo com a acusação, a disputa pelo tráfico de drogas motivou o crime.

Na ocasião, Pedro Paulo havia acabado de deixar o sistema prisional e caminhava pela praia, em uma área conhecida como Pedrinha. Entretanto, os criminosos chegaram em um carro, desceram do veículo e efetuaram diversos disparos.

A vítima tentou escapar, mas os tiros a atingiram. Como resultado, Pedro Paulo morreu na faixa de areia. Além dele, um segundo homem também sofreu ferimentos causados pelos disparos. Conforme apontaram as investigações, ele não possuía qualquer ligação com a vítima nem com os suspeitos.

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Durante o júri popular, os sete jurados analisaram as provas e os depoimentos apresentados pelas partes. Ao final da votação, quatro jurados votaram pela condenação e três pela absolvição.

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Dessa forma, o tribunal responsabilizou Gabriel tanto pela morte de Pedro Paulo quanto pela lesão corporal grave sofrida pela segunda vítima.

Além disso, a sessão foi marcada por momentos de tensão. Promotores do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e advogados de defesa protagonizaram debates frequentes ao longo do julgamento.

Defesa anuncia recurso

Após a decisão, a defesa de Gabriel informou que respeita o resultado do júri. No entanto, os advogados afirmaram que irão recorrer da sentença.

Segundo a defesa, as provas apresentadas pela acusação não constavam nos autos do inquérito policial. Por isso, os defensores pretendem contestar a condenação nas instâncias superiores.

Réu já havia recebido outra condenação

Gabriel já havia sido condenado em maio deste ano a 84 anos, 3 meses e 20 dias de prisão por participação em uma tentativa de homicídio contra cinco policiais militares, registrada em 2023.

Enquanto isso, o Ministério Público do Espírito Santo ainda não comentou diretamente o resultado do julgamento. Em nota, porém, o órgão reafirmou seu compromisso com a defesa da vida, da justiça e com o combate à violência.

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