
Três cães da raça beagle foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros após passarem cerca de três dias presos em um penhasco na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais.
A operação aconteceu entre terça-feira (2) e quarta-feira (3). Além disso, a ação mobilizou equipes especializadas em uma área de difícil acesso no município de Lajinha, em Minas Gerais, próximo a Iúna, no Caparaó capixaba.
Os animais pertencem ao tutor Miguel Castro e desapareceram em uma região de relevo acidentado, cercada por paredões rochosos e sem trilhas de acesso.
Bombeiros montaram operação especializada
Logo após o acionamento, o Corpo de Bombeiros iniciou as buscas e realizou um reconhecimento detalhado do terreno para localizar os cães.
Além disso, as equipes precisaram identificar uma forma segura de acessar o local onde os animais estavam presos. Por causa da complexidade da ocorrência, o Centro Especializado de Resposta a Desastres (CERD) participou da operação.
A unidade do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo atua em situações que exigem técnicas e equipamentos especializados. Ao todo, dez bombeiros participaram da ação durante os dois dias de trabalho.
Drone térmico ajudou nas buscas
Durante as buscas, os militares utilizaram diferentes estratégias para localizar os animais. Entre os recursos empregados, estava um drone equipado com câmera térmica.
Depois da confirmação da localização dos cães, os bombeiros montaram sistemas de salvamento em altura para alcançar o ponto onde os beagles estavam presos.
Além disso, a etapa de resgate durou cerca de quatro horas. Para concluir a operação, os militares utilizaram técnicas de rapel, ancoragens e equipamentos específicos para atuação em áreas de risco elevado.
Cães mudaram de posição durante o resgate
Durante a operação, um dos principais desafios surgiu quando os cães se deslocaram ao longo do paredão rochoso.
Por isso, as equipes precisaram desmontar e remontar todo o sistema de ancoragem em outro trecho da encosta. Dessa forma, os bombeiros conseguiram continuar o resgate com segurança.
Apesar das dificuldades, os militares concluíram a operação sem acidentes.
Animais estavam sem ferimentos
Mesmo após três dias isolados no penhasco, os cães foram encontrados em boas condições de saúde.
Segundo os bombeiros, os animais apresentavam apenas sinais de exposição, como pelos arrepiados. No entanto, eles não sofreram ferimentos e não precisaram de atendimento veterinário.
Outro detalhe que chamou atenção das equipes foi o fato de os três beagles terem permanecido juntos durante todo o período em que ficaram presos.
Após o resgate, os bombeiros devolveram os animais ao tutor. Além disso, a corporação destacou que a ocorrência reforça a importância do treinamento especializado e do uso de equipamentos adequados em operações realizadas em áreas de difícil acesso.











