
GUARAPARI, ES – A Polícia Militar prendeu Alex Almeida de Barros, de 48 anos, suspeito de assassinar a sua companheira, Rosi Mari Marcelly Ayala, de 52 anos, em Guarapari, no Espírito Santo. As investigações revelaram que o acusado é reincidente em crimes de feminicídio. Anteriormente, ele havia sido condicionado a 12 anos de prisão por matar a sua noiva no município de Anchieta, no Sul do estado.
Histórico de violência e liberdade condicional
O primeiro crime cometido por Alex ocorreu em agosto de 2020 e vitimou Euzinete Loyola. Naquela ocasião, a polícia encontrou a mulher morta com sinais de estrangulamento em um sítio na região de Goembê. O corpo estava escondido dentro de uma piscina e coberto por uma lona. Contudo, em setembro de 2025, o réu obteve o livramento condicional após cumprir mais de um terço da pena.
Livre do sistema prisional, Alex iniciou um relacionamento com Rosi Mari que durava cerca de dois anos. No entanto, a nova companheira desapareceu há aproximadamente 20 dias. Familiares e amigos passaram a desconfiar do sumiço porque ela parou de fazer ligações e enviar áudios. Desse modo, o contato ocorria apenas por meio de mensagens de texto escritas.
Descoberta do corpo e tentativa de fuga
Diante das suspeitas, os familiares solicitaram o apoio da Polícia Militar para entrar no apartamento de Rosi, em Guarapari. No local, os policiais encontraram o corpo da vítima em avançado estado de decomposição. Enquanto isso, o suspeito fugia em direção a Minas Gerais utilizando o veículo Honda Fit, que pertencia à companheira.
Consequentemente, as forças de segurança identificaram o trajeto do automóvel e realizaram uma abordagem na cidade de Rio Casca (MG). Durante a ação policial, Alex tentou cometer suicídio ateando fogo no próprio corpo com gasolina e correu para uma área de mata. Apesar da tentativa de fuga, as equipes realizaram um cerco na região e efetuaram a prisão do homem na quarta-feira (27).
Suspeita de golpe financeiro e mensagens falsas
Além do assassinato, a polícia trabalha com a linha investigativa de motivação financeira. De acordo com as autoridades, Rosi havia vendido recentemente um apartamento por mais de R$ 300 mil. Alex se passava pela vítima através de mensagens no aplicativo de mensagens para tentar desviar os valores e fazer cobranças.
Inclusive, um vizinho da vítima relatou ter recebido mensagens falsas vindas do número de Rosi que exigiam transferências bancárias via Pix para a conta do namorado. A corretora responsável pela venda do imóvel também desconfiou das mensagens de texto escritas e acionou o ex-marido de Rosi. O suspeito aguarda a transferência para o sistema prisional do Espírito Santo, onde responderá pelos novos crimes.











