
Uma familiar das vítimas da chacina que chocou o bairro Flexal 2, em Cariacica, fez um forte desabafo após o ataque que matou quatro pessoas e deixou um sobrevivente em estado grave. O crime aconteceu no sábado (23) e, segundo a Polícia Civil, pode ter ligação com integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Homens armados invadiram um terreno onde as vítimas trabalhavam cortando madeira. No local, havia uma placa indicando que o espaço pertencia a uma igreja. Conforme relatos de familiares, o grupo possuía autorização para realizar o serviço.
Entre os mortos estão Hélio da Silva Souza, de 59 anos, e o filho dele, Jean de Castro Souza, de 39 anos. Além disso, Ruan Carlos da Silva Ribeiro, genro de Jean, e Carlos Daniel Rocha dos Santos, amigo da família, também morreram no ataque.
Outro filho de Hélio foi baleado no peito. Apesar da gravidade dos ferimentos, ele sobreviveu e permanece internado após passar por cirurgia.
Facção teria imposto regras na região
De acordo com as investigações, criminosos ligados ao TCP controlariam parte da região e imporiam regras de circulação e comportamento aos moradores. A polícia apura a hipótese de que os trabalhadores não teriam obedecido uma suposta ordem de submissão ao cruzarem com integrantes da facção.
Ainda segundo os levantamentos, os suspeitos deixaram o local e retornaram minutos depois em motocicletas com outros comparsas. Em seguida, executaram as vítimas em plena luz do dia.
As investigações também apontam que a família já enfrentava conflitos com criminosos desde 2021. Na época, uma das vítimas teria impedido a instalação de uma boca de fumo na comunidade. Desde então, episódios de ameaças e violência passaram a ocorrer.
Família cobra justiça
Abalada, uma parente das vítimas, que preferiu não se identificar, pediu justiça e afirmou que a família foi destruída pela violência.
“Eles destruíram a minha família, mas vão pagar. Deus tem um peso, a mão de Deus é pesada. Eu só espero que a polícia faça o trabalho dela, faça justiça”, desabafou.
O único sobrevivente da chacina não conseguiu participar do sepultamento do pai e do irmão, realizado neste domingo (24), em Cariacica, porque segue hospitalizado.
Polícia investiga envolvidos
As investigações iniciais da Polícia Civil apontam a participação de Leandro da Penha, de 28 anos, e Caio Mota, de 31 anos. Caio já está preso. Além disso, os investigadores tentam identificar outros envolvidos no ataque.
O caso segue sob investigação.











