
A Índia e a União Africana (UA) decidiram adiar nesta quinta-feira (21) a Cúpula do Fórum Índia-África 2026, que aconteceria na próxima semana em Nova Délhi. Segundo o governo indiano, a medida ocorreu devido à “situação emergente de saúde pública” registrada em países africanos, principalmente após o avanço do surto de Ebola na República Democrática do Congo.
Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que as duas partes concordaram em remarcar o encontro para uma nova data. Além disso, o governo indiano afirmou que continuará colaborando com autoridades sanitárias africanas para enfrentar a evolução da crise.
Índia promete apoio contra avanço da doença
A Índia declarou estar pronta para contribuir com os esforços liderados pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças. O objetivo é ajudar no combate ao avanço do Ebola no continente africano.
A quarta edição da cúpula estava programada para acontecer entre os dias 28 e 31 de maio, na capital indiana. O encontro reuniria ministros e chefes de governo para discutir temas ligados a comércio, investimentos, inovação, sustentabilidade, tecnologia digital e governança global.
OMS demonstra preocupação com epidemia
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), autoridades registraram 139 mortes relacionadas ao Ebola, além de quase 600 casos suspeitos da doença. Apesar disso, a entidade considera baixo o risco de uma pandemia global.
No último domingo, a OMS acionou um alerta sanitário internacional para tentar conter o avanço da epidemia. Além disso, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar “profundamente preocupado” com a velocidade e a dimensão do surto.
Ebola preocupa autoridades internacionais
O avanço do vírus no Congo e em Uganda aumentou a preocupação de autoridades sanitárias internacionais nos últimos dias. Isso porque o Ebola possui alta taxa de mortalidade e pode se espalhar rapidamente em regiões com dificuldade de acesso à saúde.
Diante do cenário, governos e organismos internacionais acompanham a situação de perto para evitar novos focos de contaminação e ampliar medidas de controle da doença.











