Câncer de ovário pode dar sinais silenciosos e dificultar diagnóstico precoce

Sintomas discretos e frequentemente confundidos com problemas do dia a dia podem retardar o diagnóstico do câncer de ovário e comprometer as chances de tratamento precoce.

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 05 19t134736 913
- Foto: Reprodução

Sintomas discretos dificultam descoberta da doença

O diagnóstico precoce é considerado fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento do câncer de ovário. No entanto, muitos sinais iniciais passam despercebidos ou acabam confundidos com problemas de saúde considerados comuns.

Em entrevista ao site HealthShots, a oncologista Nanditha Sesikeran explicou que os sintomas do câncer de ovário costumam surgir de forma silenciosa.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

“Os sintomas iniciais são sutis, vagos e facilmente confundidos com problemas de saúde comuns. Por isso, muitas mulheres acabam recebendo o diagnóstico apenas em estágios mais avançados”, alertou a especialista.

Inchaço abdominal exige atenção

Entre os principais sinais de alerta está o inchaço abdominal persistente, principalmente quando o desconforto continua mesmo após mudanças na alimentação.

Além disso, dores pélvicas ou abdominais também podem indicar a doença. Em muitos casos, mulheres confundem os sintomas com cólicas menstruais ou problemas gastrointestinais.

Outro sinal importante envolve dificuldade para comer ou sensação de saciedade rápida. Segundo especialistas, isso pode acontecer devido à pressão causada por uma massa em crescimento na região abdominal.

Vontade frequente de urinar também pode ser sinal

A vontade constante de urinar também merece atenção. Apesar disso, muitas pessoas associam o sintoma apenas a infecções urinárias.

Segundo a oncologista, o maior perigo está na persistência dos sinais.

“Embora episódios ocasionais de inchaço ou desconforto sejam normais, sintomas que durem mais de duas semanas devem motivar uma avaliação médica”, afirmou.

Especialistas esclarecem mitos sobre a doença

Além dos sintomas silenciosos, médicos também alertam para informações equivocadas sobre o câncer de ovário.

Em entrevista ao Lifestyle ao Minuto, a médica Mônica Pires, presidente da seção de ginecologia oncológica da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, esclareceu alguns mitos relacionados à doença.

Mito: câncer de ovário afeta apenas mulheres idosas

Segundo a especialista, o câncer de ovário aparece com maior frequência entre mulheres de 60 e 70 anos. No entanto, a doença também pode surgir em outras faixas etárias.

Além disso, alguns tipos específicos de tumores podem atingir mulheres mais jovens.

Mito: sem histórico familiar não existe risco

A médica explica que grande parte dos casos ocorre de forma esporádica, ou seja, sem histórico familiar conhecido.

Mesmo assim, famílias com casos de câncer de mama ou mutações genéticas associadas podem apresentar maior risco para câncer de ovário.

Por isso, especialistas recomendam avaliação genética em situações envolvendo histórico familiar relevante ou diagnósticos precoces.

Mito: vacina contra HPV previne câncer de ovário

Outro ponto esclarecido pelos especialistas envolve a vacina contra o HPV.

Segundo Mônica Pires, a imunização não previne câncer de ovário. A vacina protege apenas contra tumores relacionados ao Papilomavírus Humano, como câncer de colo do útero, vulva, vagina, ânus e alguns tipos de câncer de garganta.

“O câncer de ovário não está relacionado à infecção por HPV e, portanto, não pode ser prevenido pela vacina”, explicou a médica.