
A Polícia Civil prendeu 19 pessoas durante a Operação Bad Host, deflagrada na madrugada desta terça-feira (12), em Cariacica e Itaguaçu. Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava na expansão da facção Terceiro Comando Puro (TCP) para o interior do Espírito Santo.
Além disso, a polícia afirma que a atuação da organização criminosa provocou ao menos três homicídios ligados à disputa por território.
Polícia identificou estrutura da facção
Durante as investigações, os policiais identificaram diferentes funções exercidas pelos integrantes da organização criminosa.
Segundo o delegado Renan Alves dos Santos, titular da Delegacia de Itaguaçu, a equipe conseguiu mapear membros da cúpula da facção. Além disso, os investigadores localizaram suspeitos responsáveis pela contabilidade, distribuição de drogas e recrutamento de pessoas para o tráfico.
Ainda conforme o delegado, outro grupo atuava diretamente na revenda dos entorpecentes.
Prisões aconteceram em Cariacica e Itaguaçu
Do total de presos, cinco acabaram detidos em Itaguaçu e dois em Cariacica.
Além disso, outros 12 suspeitos já estavam no sistema prisional e receberam novos mandados de prisão preventiva durante a operação.
Ao todo, a Polícia Civil identificou 27 pessoas ligadas ao esquema criminoso investigado.
Grupo responde por vários crimes
Os investigados respondem por diversos crimes. Entre eles estão:
- Tráfico de drogas;
- Associação para o tráfico;
- Associação criminosa;
- Comércio ilegal de armas;
- Lavagem de dinheiro;
- Homicídios.
Além disso, mulheres suspeitas de receber dinheiro proveniente da venda de drogas também passaram a ser investigadas por lavagem de capitais.
Polícia apreendeu armas, drogas e munições
Durante a operação, os policiais apreenderam armas, drogas, celulares, dinheiro em espécie e munições.
Além disso, equipes encontraram munições escondidas em uma residência localizada na zona rural de Itaguaçu.
Homicídios ajudaram polícia a identificar grupo
Segundo a Polícia Civil, três homicídios registrados em Itaguaçu entre setembro de 2024 e maio de 2025 ajudaram os investigadores a identificar a estrutura da facção criminosa.
Além disso, o delegado afirmou que operações anteriores relacionadas aos assassinatos contribuíram para revelar o funcionamento do grupo.
Chefes da facção já estavam presos
De acordo com a investigação, dois suspeitos presos anteriormente ocupavam posições importantes dentro da organização criminosa.
Segundo a polícia, Jefferson Caldeira atuava como responsável pela expansão do grupo criminoso. Já Cristian do Nascimento Batista seria o executor dos homicídios ligados às disputas territoriais.











