
A cirurgia robótica vem ganhando espaço no tratamento do câncer e se consolidando como uma importante aliada da medicina moderna. Além dela, a laparoscopia e a cirurgia aberta seguem amplamente utilizadas no tratamento oncológico, cada uma com indicações específicas conforme o tipo do tumor, o estágio da doença e as condições clínicas do paciente.
Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas alertam que nem todos os tumores podem ser tratados por técnicas minimamente invasivas. Em muitos casos, a cirurgia aberta ainda representa a opção mais segura para garantir a retirada completa do câncer.
Escolha da técnica depende de avaliação individual
Segundo o cirurgião oncológico Sérgio Carvalho, de São José do Rio Preto, a definição entre cirurgia robótica, laparoscopia ou cirurgia aberta ocorre após avaliação individualizada de cada paciente.
De acordo com o especialista, o principal objetivo continua sendo remover totalmente o tumor com segurança oncológica e preservar a saúde do paciente.
“Existem situações em que a cirurgia robótica e a laparoscopia oferecem excelentes resultados e muitos benefícios. No entanto, tumores maiores, avançados ou que atingem outros órgãos podem exigir cirurgia aberta”, explica.
Além disso, o médico reforça que não existe uma técnica única capaz de atender todos os tipos de câncer.
Cirurgia aberta ainda é necessária em casos complexos
Mesmo com o crescimento da cirurgia robótica no Brasil, a cirurgia aberta continua indicada em diversos cenários mais complexos. Entre os principais casos estão:
- Tumores maiores;
- Câncer em estágio avançado;
- Comprometimento de órgãos adjacentes;
- Presença de múltiplas aderências;
- Necessidade de maior acesso cirúrgico.
Segundo Sérgio Carvalho, em alguns procedimentos minimamente invasivos também pode ocorrer conversão para cirurgia aberta durante a operação, dependendo das condições encontradas pela equipe médica.
Técnicas minimamente invasivas oferecem benefícios
Por outro lado, a cirurgia robótica e a laparoscopia trouxeram avanços importantes para pacientes diagnosticados em fases iniciais da doença.
Entre os principais benefícios das técnicas minimamente invasivas estão:
- Menor tempo de internação;
- Recuperação mais rápida;
- Menor sangramento;
- Redução da dor pós-operatória;
- Incisões menores.
“A cirurgia robótica representa um avanço extremamente importante para a medicina moderna. Porém, o mais importante continua sendo indicar o tratamento correto para cada paciente”, afirma o especialista.
Diagnóstico precoce aumenta chances de sucesso
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. O aumento está relacionado principalmente ao envelhecimento da população.
Por isso, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico especializado.
Segundo o cirurgião oncológico, muitos casos ainda são descobertos em estágios avançados, o que reduz opções terapêuticas e exige tratamentos mais agressivos.
“Hoje conseguimos acompanhar pacientes por décadas após o tratamento. Sem dúvida, o diagnóstico precoce continua sendo um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de sucesso”, destaca Sérgio Carvalho.










