Ypê: Padilha diz que vídeos irresponsáveis tentam politizar suspensão

Suspensão de lotes da Ypê virou disputa política nas redes após militantes bolsonaristas acusarem perseguição à empresa

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Foto: Divulgação/João Risi/MS -

MINISTRO DA SAÚDE CRITICA DESINFORMAÇÃO SOBRE PRODUTOS DA YPÊ E DECISÃO DA ANVISA

Alexandre Padilha comenta mobilização política e reforça caráter técnico da suspensão

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se manifestou nesta segunda-feira (11/5) sobre a repercussão nas redes sociais envolvendo produtos da marca Ypê. Além disso, ele criticou a disseminação de vídeos que, segundo ele, distorcem a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

MOBILIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS GERA POLÊMICA

Nos últimos dias, militantes de direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a relacionar a suspensão de produtos da marca Ypê a questões políticas. Dessa forma, a discussão ganhou grande repercussão nas redes sociais.

Segundo essas publicações, o recolhimento de lotes teria ligação com doações feitas pelos proprietários da empresa à campanha de 2022. Entretanto, essa versão foi contestada pelo Ministério da Saúde.

MINISTRO AFIRMA QUE DECISÃO É TÉCNICA

Durante coletiva de imprensa, Padilha afirmou que os vídeos disseminados são irresponsáveis e distorcem a realidade. Além disso, ele destacou que a medida tem base técnica e foco na saúde pública.

“Vários vídeos tentam transformar uma decisão técnica em disputa política”, afirmou o ministro, reforçando que o processo não tem relação com posicionamentos partidários.

ANVISA IDENTIFICOU RISCOS EM PRODUTOS

A medida envolveu lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos pela empresa Química Amapo. Segundo a Anvisa, inspeções identificaram falhas no controle de qualidade e possível risco de contaminação microbiológica.

Além disso, a agência informou que produtos com numeração final 1 apresentaram irregularidades. Por isso, a suspensão foi adotada como medida preventiva.

EMPRESA E AUTORIDADES ENVOLVIDAS NA ANÁLISE

De acordo com as investigações, a própria empresa já havia identificado, no final do ano passado, a presença de uma bactéria em um dos lotes. Dessa forma, a situação reforçou a necessidade de monitoramento sanitário.

A decisão foi tomada após quatro dias de avaliação conjunta entre a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e a Vigilância Sanitária de Amparo. Assim, as instituições concluíram que havia risco sanitário.

ALERTA SOBRE DESINFORMAÇÃO

Padilha também alertou sobre os riscos da desinformação, principalmente em vídeos que circulam nas redes sociais. Além disso, ele destacou que interpretações incorretas podem colocar a saúde da população em risco.

“Não sejam irresponsáveis com a saúde das pessoas”, afirmou o ministro, relacionando o tema a episódios de desinformação durante a pandemia.