Empresário do ES investigado por lavagem de dinheiro do tráfico é preso na fronteira com o Paraguai

Adilson Ferreira, empresário capixaba, foi preso na fronteira com o Paraguai durante a Operação Baest, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A operação já envolveu diversos suspeitos e apreensões de bens.

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- Foto: Divulgação/PCES

O empresário capixaba Adilson Ferreira foi preso na manhã desta sexta-feira (8) no aeroporto internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.

A Justiça expediu a ordem de prisão dentro das investigações da Operação Baest, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. Segundo os investigadores, Adilson liderava uma organização criminosa responsável por lavar dinheiro do tráfico de drogas no Estado.

Operação apura esquema milionário

A Operação Baest investiga um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao tráfico no Espírito Santo. Além de empresários, as investigações também envolvem um advogado e um ex-coronel da Polícia Militar.

A prisão ocorreu por meio de uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Espírito Santo. Além disso, equipes do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES e do Gaeco do Mato Grosso do Sul também participaram da operação.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava contas bancárias de laranjas para movimentar dinheiro do tráfico e esconder a origem ilícita dos valores. Dessa forma, os investigados conseguiam dificultar o rastreamento financeiro realizado pelas autoridades.

Além disso, os suspeitos compravam imóveis, veículos de luxo e movimentavam recursos para regiões de fronteira. De acordo com as investigações, o grupo utilizava parte do dinheiro para financiar compra de drogas e armas.

Investigação avançou após novas análises

A primeira fase da operação ocorreu em maio de 2025. Na ocasião, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e bloquearam bens dos suspeitos.

Naquele momento, agentes chegaram a deter Adilson na casa dele, em Jacaraípe, na Serra. Entretanto, a Justiça liberou o empresário após os procedimentos iniciais.

Posteriormente, novas análises dos materiais apreendidos levaram o Ministério Público a denunciar 14 investigados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Além disso, a Polícia Civil afirma que o grupo atuava como braço financeiro da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória.

Justiça determinou novas medidas cautelares

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou outras medidas contra os investigados.

Entre elas estão:

  • Bloqueio de valores;
  • Apreensão de veículos;
  • Dissolução de empresas usadas no esquema;
  • Proibição de contratos com o Poder Público.

Além dessas medidas, as autoridades continuam analisando documentos, movimentações financeiras e materiais apreendidos durante as investigações.

Empresário sofreu atentado na Serra

Em março deste ano, Adilson Ferreira sofreu um atentado a tiros ao chegar em casa, na Serra.

Segundo o advogado Douglas Luz, dois homens encapuzados surpreenderam o empresário quando ele se aproximava da residência. Durante a ação, os criminosos dispararam pelo menos quatro vezes contra a caminhonete da vítima.

Apesar do ataque, Adilson não sofreu ferimentos. Ainda segundo a defesa, ele conseguiu escapar após fingir que havia sido atingido pelos disparos.

Depois do atentado, equipes policiais analisaram imagens de câmeras de segurança instaladas na região. Com isso, investigadores tentam identificar os autores do crime.

Defesa afirma que vai recorrer

A defesa do empresário afirmou que recebeu a decisão judicial com surpresa. Além disso, os advogados sustentam que as investigações não comprovaram ligação de Adilson com o tráfico de drogas.

Por fim, a defesa informou que pretende recorrer da prisão preventiva

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