“Diabo Loiro” vira alvo de operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Polícia Civil e Ministério Público investigam esquema que teria usado empresas para ocultar recursos do crime organizado

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Eduardo Magrini, vulgo Diabo Loiro - Imagem: Reprodução/redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, nesta quinta-feira (8), a Operação Caronte para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os alvos está Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”.

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Operação aconteceu em oito cidades

As equipes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em cidades paulistas, entre elas Campinas, Atibaia, Limeira, Osasco e Mogi das Cruzes.

Além disso, os investigadores realizaram diligências em empresas e imóveis ligados aos suspeitos.

Empresas teriam ocultado dinheiro do crime

Segundo a Polícia Civil, empresas do ramo de transportes e uma companhia ligada a rodeios ajudavam a dar aparência legal a recursos vindos do tráfico e de outros crimes.

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam sócios laranjas para movimentar o dinheiro.

Além disso, análises fiscais e bancárias identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Justiça bloqueou milhões

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens e valores ligados ao grupo investigado.

Durante a operação, os agentes apreenderam caminhões, veículos de luxo, dinheiro em espécie, bois e cavalos.

Investigado já havia sido preso

Segundo a Polícia Civil, Eduardo Magrini já havia sido preso preventivamente em outra investigação conduzida pelo Gaeco de Campinas.

Na época, as autoridades apuravam suspeita de envolvimento em um plano de facção criminosa para matar um promotor de Justiça.

Polícia aponta ligação com PCC

Os investigadores apontam Magrini como uma liderança importante do PCC.

Além disso, ele possui antecedentes por crimes como homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso.

Redes sociais exibiam vida de luxo

Nas redes sociais, Eduardo Magrini se apresentava como produtor rural e influenciador digital.

Além disso, publicava conteúdos ligados a haras, transporte de gado, cavalos, viagens internacionais e participação em rodeios.

Segundo a investigação, o padrão de vida chamou atenção das autoridades durante o monitoramento financeiro.

Defesa ainda não se manifestou

Até o momento, a reportagem não localizou a defesa do investigado.

No entanto, o espaço segue aberto para posicionamentos.