
A perícia da Polícia Científica identificou indícios de que a cena do crime foi alterada no apartamento onde o aposentado Jarbas Guedes Batista, de 61 anos, foi assassinado. O caso ocorreu em um condomínio no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha.
Luminol revelou marcas invisíveis de sangue
Os peritos utilizaram luminol, um composto químico que reage com o sangue e emite luz fluorescente. Com isso, a equipe conseguiu identificar vestígios que não eram visíveis a olho nu.
Durante a análise, foram encontrados resquícios de sangue na maçaneta de uma das portas. Segundo os investigadores, o local apresentava sinais de limpeza, o que reforça a suspeita de tentativa de ocultação de provas.
Cena pode ter sido alterada
De acordo com a perícia, há fortes indícios de que a cena do crime foi modificada após o homicídio. Esse tipo de conduta pode caracterizar fraude processual, caso seja comprovado.
Além disso, a análise do corpo indicou que a morte ocorreu entre 24 e 48 horas antes da perícia. Os peritos também identificaram lesões na cabeça, além de marcas no pescoço, punhos e mãos da vítima.
Suspeito confessou crime por ciúmes
O principal suspeito é o namorado da vítima, um tarólogo de 35 anos. Ele foi preso em flagrante e, segundo a polícia, confessou o crime.
De acordo com a investigação, o suspeito alegou que cometeu o homicídio por ciúmes. Ele teria descoberto que a vítima mantinha contato com o ex-companheiro pelas redes sociais.
Crime pode ter agravantes
O suspeito foi autuado por homicídio qualificado. No entanto, caso fique comprovado que ele tentou alterar a cena do crime, poderá responder também por fraude processual.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do crime.











