Homens não trocam a cueca diariamente e hábito preocupa especialistas

Pesquisa revela que parte dos homens repete o uso da mesma cueca por vários dias, o que pode aumentar riscos à saúde da pele

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Imagem ilustrada e gerada por IA. -

Uma prática considerada simples do dia a dia tem chamado a atenção de especialistas em saúde: a troca da roupa íntima masculina. Embora pareça básica, uma pesquisa recente mostrou que muitos homens não trocam a cueca diariamente, mantendo a mesma peça por vários dias seguidos.

O dado acende um alerta. Isso porque o hábito pode trazer consequências diretas para a saúde, especialmente na região da virilha.

Pesquisa aponta comportamento comum

Um levantamento com 1.500 adultos revelou que, apesar de quase metade das pessoas afirmar que nunca usaria a mesma roupa íntima por mais de um dia, uma parcela significativa admite ultrapassar esse limite.

Entre os homens mais jovens, principalmente da Geração Z, o comportamento aparece com ainda mais frequência. Muitos relatam que repetem o uso da peça por mais de 24 horas.

As justificativas variam. Alguns citam preguiça, outros dizem que a cueca “ainda parece limpa”. Há também quem acredite que trocar em dias alternados não representa risco.

Ambiente favorece fungos e bactérias

A região da virilha reúne condições ideais para a proliferação de micro-organismos. O local é naturalmente quente, úmido e abafado.

Com o uso prolongado da mesma cueca, ocorre o acúmulo de suor, células mortas, oleosidade e resíduos de urina. Esse cenário favorece a multiplicação de fungos e bactérias.

Além disso, o atrito constante do tecido com a pele pode causar irritações e comprometer a barreira natural de proteção do corpo.

Problemas de saúde podem surgir

Entre os principais problemas associados ao hábito estão coceiras, vermelhidão, assaduras e pequenas lesões na pele. Com o tempo, essas irritações podem evoluir.

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Um dos quadros mais comuns é a micose na virilha, conhecida como tinea cruris. A condição provoca coceira intensa, ardência, descamação e manchas avermelhadas.

Além disso, pessoas com predisposição podem ter agravamento de doenças como dermatite, eczema e psoríase.

Calor e suor agravam a situação

Em regiões quentes ou em dias de alta temperatura, o problema tende a se intensificar. Isso porque o aumento da transpiração deixa a região ainda mais úmida.

Quem pratica atividade física, trabalha em ambientes abafados ou passa longos períodos caminhando deve redobrar a atenção. Nesses casos, pode ser necessário trocar a roupa íntima mais de uma vez ao dia.

Troca diária é a principal recomendação

Especialistas são diretos: a cueca deve ser trocada diariamente e lavada após cada uso. Em situações de suor excessivo, o ideal é aumentar a frequência das trocas.

Mesmo em casos específicos, como baixa transpiração ou uso de peças mais folgadas, o prolongamento do uso não deve virar rotina.

Uma cueca aparentemente limpa pode esconder micro-organismos invisíveis, acumulados ao longo dos dias.

Hábito simples evita problemas maiores

Apesar de muitas vezes tratado com humor, o hábito de não trocar a cueca regularmente pode trazer impactos reais à saúde.

A adoção de uma rotina básica de higiene ajuda a prevenir infecções, desconfortos e problemas dermatológicos. Uma atitude simples, que leva poucos segundos, faz diferença no bem-estar.

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