
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclassificou a maconha medicinal, movendo-a da Lista I para a Lista III. A Lista I inclui drogas sem uso médico reconhecido e com alto potencial de abuso. A mudança foi formalizada pelo Departamento de Justiça e visa reduzir as barreiras federais, mas não legaliza a substância para uso recreativo ou medicinal em nível federal.
A reclassificação facilita pesquisas sobre os usos terapêuticos da maconha. Antes, ela estava restrita devido à sua classificação rigorosa, que incluía substâncias como LSD e ecstasy. A decisão seguiu pedidos de pacientes que buscam alternativas para doenças graves, como câncer e distúrbios neurológicos.
Embora a maconha continue proibida federalmente, a medida reflete mudanças nos estados. Atualmente, 24 dos 50 estados já legalizaram o uso da substância. A decisão também deve reduzir limitações da Drug Enforcement Administration (DEA), facilitando a produção e distribuição.
A reclassificação é um passo importante, mas o processo ainda segue os critérios da Controlled Substances Act, que avaliam o potencial de abuso e os riscos à saúde pública.

A maconha continua sendo a droga ilícita mais consumida nos Estados Unidos, com quase um em cada cinco americanos utilizando a substância ao menos uma vez por ano, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Apesar de sua popularidade, milhões de pessoas foram presas por posse de maconha ao longo dos anos, refletindo as discrepâncias nas políticas de criminalização. Ao mesmo tempo, o setor de cannabis ganha força, com empresas listadas em bolsa vendendo produtos relacionados à droga, o que indica uma mudança nas atitudes e regulamentações sobre o tema.











