“Essa desgraça tem que morrer”: Justiça mantém casal preso em Minas

Bebê de um anos e oito meses que chegou morto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, em Belo Horizonte, na última terça-feira (7/4)

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Foto: Rafaela Felicciano -

Prisão convertida em preventiva

A Justiça converteu em preventiva a prisão do padrasto e da mãe de um bebê de um ano e oito meses que chegou morto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, em Belo Horizonte. A decisão ocorreu nesta sexta-feira (10/4), após audiência de custódia. O caso aconteceu na última terça-feira (7/4).

Durante depoimento, a mulher acusou o companheiro e afirmou que ele costumava dizer que a criança “tinha que morrer mesmo”. Além disso, a mãe deu à luz recentemente outro bebê, que permanece no hospital sob cuidados do Conselho Tutelar.

Histórico de maus-tratos

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, as investigações apontam um histórico de agressões contra a criança. O delegado Matheus Moraes Marques, da 2ª Delegacia de Homicídios do Barreiro, destacou que a postura da mãe chamou a atenção dos policiais pela frieza diante da morte do filho.

O laudo necroscópico ainda não está concluído. No entanto, exames preliminares indicam que a vítima sofreu diversas lesões contusas, principalmente no tórax e na cabeça, o que provocou hemorragia e levou à morte.

Agressões frequentes

De acordo com o delegado, tanto o bebê quanto o irmão mais velho, de quatro anos, sofriam agressões constantes. As investigações indicam que o padrasto, Guilherme Henrique Avelino Maia, de 32 anos, e a mãe, Laryssa Dayana Vidal Vieira, de 26, praticavam as violências.

Além disso, a Polícia Civil aponta que a mulher teria permitido as agressões. Diante das provas reunidas, as autoridades confirmaram a prisão do padrasto por homicídio qualificado e da mãe por maus-tratos com resultado morte.

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Contradições no depoimento

Durante o depoimento, a mulher apresentou versões diferentes dos fatos. Inicialmente, tentou minimizar a situação. No entanto, ao final, afirmou que o companheiro agredia as crianças e fazia ameaças frequentes.

O delegado também informou que moradores do bairro Cabana do Pai Tomás expulsaram o casal devido às agressões. Além disso, a mulher relatou que sofria violência doméstica e que o companheiro a ameaçava de morte, assim como ameaçava os filhos.

Dinâmica do crime

Na noite do ocorrido, o padrasto saiu de casa para comprar cocaína. Em seguida, retornou e saiu novamente, deixando a criança sob os cuidados de um parente que mora no mesmo lote. No entanto, ele pediu que a pessoa não interferisse com o bebê.

A médica que atendeu o caso relatou que, pela temperatura do corpo, a morte ocorreu cerca de uma hora antes do horário informado no atendimento.

Situação das crianças

Segundo o delegado, não há condições de as crianças permanecerem com a mãe. Por isso, o filho mais velho foi encaminhado ao Conselho Tutelar. Já o recém-nascido segue internado no hospital, também sob responsabilidade do órgão.