Filho confessou que matou a mãe após briga por conta de luz em MG

Suspeito confessou o feminicídio após tentar despistar a polícia registrando desaparecimento da vítima

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Filho matou a mãe em MG após discussão por conta de energia elétrica, diz Polícia Civil - Foto: Reprodução / Redes

Um homem de 27 anos matou a própria mãe após uma discussão por causa de uma conta de energia elétrica, em Campo Belo, no sul de Minas Gerais. A Polícia Civil prendeu o suspeito, que confessou o crime, e investiga o caso como feminicídio.

A vítima, Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos, morava com o filho, identificado como Jorge Miguel da Silva. O crime ocorreu no último domingo (5), e a prisão aconteceu três dias depois.

Discussão termina em assassinato

Segundo a Polícia Civil, o conflito começou depois que o filho entregou dinheiro para o pagamento da conta de luz. No entanto, o fornecimento foi cortado, o que gerou a discussão.

De acordo com o depoimento, a mãe deu um tapa no rosto do suspeito durante o desentendimento. Ele saiu de casa, mas retornou pouco depois e retomou a briga.

Em seguida, Jorge matou a mãe com um golpe no pescoço. A delegada Rafaela Santos Franco classificou a motivação como fútil e reforçou que nada justifica a violência.

Suspeito tenta despistar investigação

Após o crime, o homem escondeu o corpo da mãe nos fundos da casa onde moravam, no bairro Arnaldos. Além disso, ele tentou enganar a polícia.

Na terça-feira (7), o suspeito procurou a delegacia e registrou o desaparecimento da vítima. Ele alegou que Rosilene usava álcool e drogas e costumava sumir.

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No entanto, testemunhas e a própria investigação contestaram essa versão. Dessa forma, a polícia passou a tratar o caso como suspeita de homicídio.

Corpo é encontrado na residência

Amigas da vítima levantaram suspeitas contra o filho, o que levou os policiais até o imóvel.

O suspeito permitiu a entrada da equipe. Em seguida, os agentes encontraram o corpo nos fundos da residência.P

Investigação aponta histórico de agressões

Durante as apurações, testemunhas relataram que Jorge já havia agredido a mãe em outras ocasiões. A vítima chegou a procurar a delegacia, mas não deu continuidade à denúncia.

Além disso, um comerciante entregou à polícia uma machadinha que o suspeito havia levado para afiar pouco antes do crime. Apesar disso, o objeto não foi utilizado.

Suspeito permanece preso

Jorge Miguel da Silva permanece preso no presídio do município. Ele deve responder por feminicídio e ocultação de cadáver.

Se condenado, a pena pode ultrapassar 40 anos de prisão.