
Um promotor sueco indiciou um homem de 62 anos suspeito de forçar a própria esposa a se prostituir com pelo menos 120 homens entre 2022 e 2025. O caso é tratado pelas autoridades como exploração sexual em grande escala.
Além disso, o suspeito responde por proxenetismo agravado, estupros e agressões sexuais. Ele está preso preventivamente e nega todas as acusações.
De acordo com a denúncia, a vítima vivia sob controle total. O homem a mantinha dopada, sob vigilância constante e sem autonomia.
Controle, violência e exploração
Segundo a investigação, o suspeito organizava encontros com clientes e publicava anúncios na internet. Ao mesmo tempo, ele utilizava a dependência química da esposa para mantê-la sob domínio.
Além disso, a mulher era obrigada a realizar atos sexuais que, em alguns casos, eram filmados para atrair novos clientes.
A promotoria afirma que a exploração ocorreu de forma contínua ao longo de três anos.
Clientes também são investigados
Até o momento, 26 homens foram indiciados por compra de serviços sexuais. No entanto, outros clientes ainda estão sob investigação.
As autoridades suecas reforçam que, no país, a legislação penaliza quem paga por serviços sexuais, como forma de combater a exploração.
Debate sobre responsabilidade e violência
O caso reacendeu o debate sobre controle psicológico e a responsabilidade dos clientes em situações de abuso.
A advogada da vítima afirmou que a mulher busca justiça após anos de violência.
Além disso, o episódio gerou comoção na Suécia e trouxe à tona discussões sobre a exploração sexual de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Repercussão internacional
Casos como esse reforçam a gravidade da violência contra mulheres e lembram episódios internacionais semelhantes, como o da francesa Gisèle Pelicot.
Especialistas apontam que situações de coerção, abuso psicológico e dependência tornam ainda mais difícil a identificação e a denúncia das vítimas.










