Trabalhadores podem ter dinheiro esquecido no antigo PIS/Pasep; saiba como consultar

Trabalhadores que atuaram entre 1971 e 1988 podem ter valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep. Consulta é gratuita e o pedido de ressarcimento deve ser feito até setembro de 2028.

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- Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Trabalhadores com carteira assinada ou servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988 podem ter valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep. A consulta é gratuita, rápida e pode ser feita pela internet.

Um novo grupo começa a receber o benefício a partir desta quarta-feira (25). Segundo o calendário divulgado, quem solicitou o ressarcimento até 28 de fevereiro terá prioridade nos primeiros pagamentos. Já os pedidos feitos até 31 de março terão depósito previsto para 27 de abril.

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De acordo com o governo federal, o saldo médio disponível é de cerca de R$ 2,8 mil por trabalhador, embora o valor varie conforme o tempo de serviço e o salário recebido na época.

Os trabalhadores devem ficar atentos ao prazo para pedir o ressarcimento. Quem não fizer a solicitação até setembro de 2028 perderá o direito ao valor, que será incorporado ao Tesouro Nacional.

Para verificar se há dinheiro disponível, o cidadão pode acessar o site Repis Cidadão, criado pelo Ministério da Fazenda, ou utilizar o aplicativo do FGTS. O acesso exige conta gov.br nos níveis prata ou ouro.

Na plataforma, o usuário deve informar o Número de Identificação Social (NIS) e seguir as orientações para consulta e solicitação do saque.

O pedido pode ser feito em uma agência da Caixa Econômica Federal ou diretamente pelo aplicativo do FGTS. Nesse caso, o trabalhador precisa acessar a opção “ressarcimento PIS/Pasep” e anexar a documentação exigida.

Se o beneficiário já tiver falecido, herdeiros podem solicitar o saque mediante apresentação de documentos como certidão de dependentes habilitados à pensão por morte ou autorização judicial.

Criado na década de 1970, o PIS e o Pasep tinham como objetivo formar uma poupança individual para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. Em 1975, os recursos foram unificados em um único fundo, que deixou de existir em 1988, quando passou a vigorar o atual modelo de abono salarial.

Em 2020, as cotas não sacadas foram transferidas para o FGTS e, posteriormente, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, trabalhadores com valores disponíveis podem solicitar o ressarcimento.