
30 anos da morte dos Mamonas Assassinas: detalhes do resgate revelados por coronel do CBM
As mortes dos integrantes dos Mamonas Assassinas completaram 30 anos na última segunda-feira (2/3), e, como consequência, o assunto voltou a repercutir nas redes sociais. Além disso, alguns detalhes do resgate do grupo vieram à tona na quinta-feira (5/3), durante uma entrevista do coronel do Corpo de Bombeiros Jefferson de Melo, que comandou as ações no local do acidente.
Em conversa com o TikTal Podcast, apresentado por Rei Dias, o coronel explicou como recebeu a notícia da queda do avião que vitimou os artistas e, ao mesmo tempo, descreveu o estado dos corpos ao serem retirados da mata.
Confusão inicial e confirmação do acidente
“Essa ocorrência tem uma particularidade muito grande. Na época, não tínhamos celular, usávamos o famoso bip. Além disso, aconteceu no sábado à noite. Chegou a informação de que um avião teria caído, e o quartel foi acionado. Ninguém tinha certeza do que realmente tinha acontecido, muito menos que se tratava do avião dos Mamonas”, lembrou Melo.
Somente mais tarde, a confirmação surgiu. “Chegaram informações de que seria o avião dos Mamonas Assassinas, além da imprensa e da namorada do Dinho. A certeza era de 90 a 99%”, contou.
O coronel explicou como acompanharam os destroços: “Primeiro, seguimos o trajeto dos estragos do avião. Assim, vimos pedaços sobre árvores e pelo morro, até encontrar os primeiros corpos — o piloto e o copiloto.”
Resgate dos corpos
Melo detalhou a operação: “Conforme íamos encontrando os integrantes, removíamos os corpos e os concentrávamos em um único local para mantê-los juntos. Embora o bombeiro esteja acostumado a situações difíceis, não é agradável. Eram famosos, portanto, tivemos que fazer um isolamento maior.”
Sobre o estado dos corpos, ele acrescentou: “Em alguns momentos, faltava identificar alguém. Nesse caso, era difícil, especialmente pelo calor e pelas condições. Não dava para saber imediatamente quem era cada corpo.”
Segundo o coronel, “além disso, os menos lesionados foram o piloto e o copiloto, praticamente inteiros.”
Localização da última vítima
Mais tarde, o militar recebeu a informação de um novo corpo: “Um senhor me disse que havia visto algo a uns 200 metros. Por isso, pedi para ele não comentar com ninguém e chamei mais três bombeiros. Em seguida, fomos até lá.”
Durante a busca, encontraram parte de um dos músicos: “No início, parecia apenas um braço, mas ao puxar, percebemos que era o corpo inteiro. Ali encontramos a última vítima.”
O coronel revelou a identidade: “O corpo tinha tronco e um braço, não havia os outros membros. Estava de bermuda. Um parente reconheceu que se tratava do vocalista, Dinho. Depois disso, as equipes seguiram com a operação e acredito que os outros fragmentos foram localizados.”











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