
Após os recentes ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que teriam resultado na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, os preços do petróleo subiram significativamente nos mercados internacionais. Os contratos futuros do tipo Brent atingiram cerca de US$ 78–82 o barril. Isso representa uma alta em torno de 7 % ou mais. Da mesma forma, o WTI também registrou ganhos expressivos. Além disso, o dólar apresentou variações relevantes devido à preocupação com possíveis interrupções no fornecimento global de óleo. Isso acontece por conta da escalada do conflito no Oriente Médio.
Analistas apontam que a tensão em torno do Estreito de Ormuz — por onde passa aproximadamente 20 % do petróleo mundial — pode ser um fator-chave para pressões adicionais nos preços. Especialmente, isso ocorre se a navegação pelo canal continuar restrita ou interrompida.
No Brasil, as ações da estatal Petrobras tiveram valorização em decorrência da alta do preço do petróleo internacional. Isso reflete o impacto do cenário externo sobre os mercados financeiros locais.
Além disso, o mercado de câmbio também sentiu os efeitos da instabilidade geopolítica. O dólar comercial subiu, revertendo sua trajetória de queda recente. Isso ocorre com investidores buscando ativos considerados mais seguros diante da incerteza global.
Especialistas alertam que, se o conflito no Oriente Médio se prolongar, o aumento dos preços do petróleo pode pressionar a inflação no Brasil. Por consequência, isso pode influenciar decisões do Copom sobre a trajetória da taxa de juros Selic. Essa taxa estava prevista para cortes no curto prazo.
