Homem é preso após manter namorada em cárcere e espancá-la em Montes Claros
A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (24), um homem de 36 anos suspeito de manter a namorada, de 33, em cárcere privado depois de espancá-la em um matagal, em Montes Claros (MG). A equipe agiu após receber denúncia anônima sobre a situação.
De acordo com a delegada Karine Maia, o casal mantinha relacionamento há cinco anos. No entanto, as investigações indicam que o suspeito agredia a companheira por ciúmes. Além disso, ele já possui registros anteriores de violência doméstica contra outras parceiras. Assim, a atual namorada seria a terceira vítima.
Vítima apresentava diversas lesões
Quando chegaram ao imóvel indicado, os policiais encontraram a mulher com lesões visíveis nos olhos, na boca e no ombro. Conforme explicou a delegada, dias antes o homem levou a vítima até um matagal e a espancou. Em seguida, passou a mantê-la presa em casa sob ameaças de morte.
Mesmo ferida, a mulher afirmou que não queria representar contra o companheiro. Ainda assim, diante dos sinais evidentes de agressão e do histórico relatado, os policiais efetuaram a prisão em flagrante. Durante a abordagem, o suspeito admitiu que deu tapas na namorada.
Segundo as apurações, as agressões ocorreram no último domingo (22). Posteriormente, ele impediu que a vítima deixasse a residência, reforçando a situação de cárcere.
Histórico de violência e controle financeiro
Além da violência física, familiares entregaram aos policiais mensagens enviadas pela mulher, nas quais ela relatava agressões frequentes e medo constante. Dessa forma, o material reforçou os indícios de violência doméstica continuada.
Ainda conforme o relato da vítima, o homem a obrigava a entregar todo o salário a ele. Nesse contexto, a prática pode caracterizar violência patrimonial.
Por isso, Karine Maia alertou que muitas mulheres permanecem no ciclo de violência por medo e vulnerabilidade. Segundo ela, a denúncia feita pela própria vítima ou por familiares e amigos, permite resposta rápida das autoridades e, consequentemente, pode evitar desfechos ainda mais graves.
A Polícia Civil autuou o suspeito por cárcere privado e lesão corporal. Agora, o inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.
