Ela só come pão e ovo! Economia extrema vira alerta de saúde

Jovem viraliza ao contar que baseia toda a alimentação em pão e ovo para gastar menos, mas especialistas alertam: a conta pode chegar

- Reprodução/Instagram

Aos 24 anos, a jovem Mia McGrath chamou atenção nas redes sociais ao revelar que sua alimentação diária se resume basicamente a pão e ovo. O motivo não é restrição médica nem escolha nutricional  e sim dinheiro. Segundo ela, a combinação simples é a forma mais barata de se manter alimentada diante do alto custo de vida.

Do ponto de vista financeiro, a escolha faz sentido: pão e ovo são acessíveis, rendem várias refeições e garantem alguma saciedade, além de proteína. Em tempos de inflação nos supermercados, esse tipo de “dieta de sobrevivência” tem se tornado mais comum entre jovens adultos.

O problema começa quando a economia vira rotina prolongada. Uma alimentação restrita a dois alimentos não fornece vitaminas, minerais e fibras essenciais para o corpo. A longo prazo, isso pode levar a queda de imunidade, anemia, problemas intestinais, perda de massa muscular, alterações hormonais e impacto na saúde mental.

Nutricionistas alertam que, mesmo com pouco orçamento, é possível variar minimamente o cardápio com itens de baixo custo como legumes da estação, feijão, arroz, frutas mais baratas e verduras evitando deficiências graves.

O caso reacende um debate que vai além da nutrição: até que ponto a crise financeira está empurrando jovens para escolhas que colocam a saúde em risco? Economizar no prato pode aliviar o bolso hoje, mas o preço pode aparecer mais caro no futuro.

FONTE: METROPOLES