Estudo sugere regulação mais severa para alimentos ultraprocessados, semelhante à do tabaco

Um estudo defende a adoção de regras mais rígidas para alimentos ultraprocessados, semelhantes às aplicadas ao cigarro, devido aos impactos à saúde.

- Foto: Ilustração

Um estudo recente defende que alimentos ultraprocessados passem a receber regulação semelhante à aplicada aos cigarros, devido aos impactos negativos comprovados na saúde da população. Segundo os pesquisadores, o consumo frequente desses produtos aumenta o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.

De acordo com o levantamento, itens como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e alimentos prontos concentram altos níveis de açúcar, gordura e sódio. Além disso, esses produtos utilizam aditivos químicos que estimulam o consumo excessivo e dificultam escolhas alimentares mais saudáveis.

Os autores do estudo defendem medidas como alertas visuais nas embalagens, restrições à publicidade — especialmente a voltada para crianças — e maior transparência nas informações nutricionais. Para os pesquisadores, essas ações ajudariam o consumidor a compreender melhor os riscos associados ao consumo frequente de ultraprocessados.

O debate sobre a regulação de alimentos ultra processados ganha força em meio ao avanço dos índices de obesidade e ao aumento dos gastos com tratamentos de doenças evitáveis.