Em meio a temperaturas extremas, Rússia bombardeia a Ucrânia com mais de 500 drones e mísseis

A ofensiva deixou milhares de moradores de Kiev sem aquecimento às vésperas de novas negociações de paz.

Um policial caminha entre os escombros de um prédio residencial atingido por um ataque de drone russo, durante a ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em Kiev, no dia 3 de fevereiro de 2026.Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko -

A Rússia lançou um ataque em larga escala contra a Ucrânia nesta terça-feira (3). A ofensiva ocorreu durante uma onda de frio extremo que atinge o país. Segundo o governo ucraniano, as forças russas utilizaram cerca de 450 drones e mais de 70 mísseis.

Em Kiev, os impactos foram imediatos. De acordo com o prefeito da capital, 1.170 prédios residenciais ficaram sem aquecimento. Com isso, milhares de moradores enfrentam dificuldades durante um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticou a continuidade dos ataques. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a Rússia mantém a ofensiva apesar das tentativas diplomáticas recentes.

O presidente Volodymyr Zelensky acusou Moscou de priorizar ações militares. Segundo ele, os bombardeios ocorrem nos dias mais frios do inverno. Para o governo ucraniano, a estratégia amplia a pressão sobre a população civil.

Enquanto isso, a ofensiva acontece às vésperas de uma nova rodada de negociações. O encontro está previsto para esta semana. Na rodada anterior, realizada em Abu Dhabi, não houve avanços concretos.

Na segunda-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode haver “boas notícias” nas negociações. No entanto, ele não apresentou detalhes sobre as conversas entre Kiev e Moscou.

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022. Desde então, os combates continuam. As negociações seguem travadas, principalmente pela exigência russa de cessão de territórios ucranianos.