Show da Banda Eva vira ato eleitoral em evento da Prefeitura de Vitória

Durante o show da Banda Eva em evento público de Vitória, o vocalista do grupo abraçou o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e gritou repetidas vezes “governador”, em referência direta à pré-candidatura do gestor ao Governo do Espírito Santo.

Em seguida, Pazolini reagiu com entusiasmo. Ele pulou, vibrou e confirmou com gestos o coro puxado pelo artista diante do público.

As imagens circularam rapidamente nas redes sociais. Além disso, vídeos gravados por celulares ampliaram o alcance do episódio.

Evento público sob questionamento

O evento público em Vitória integrou a programação oficial da prefeitura e contou com financiamento público. No entanto, apesar da classificação formal como cultural, a manifestação política explícita levantou questionamentos sobre o uso da estrutura institucional em período de pré-campanha.

Nesse contexto, a associação direta do prefeito a um projeto eleitoral ganhou destaque no palco e gerou críticas.

O que diz a lei

A Lei nº 9.504/1997 proíbe showmícios e a participação de artistas em eventos com finalidade eleitoral. A norma busca, justamente, evitar o uso do poder econômico e da popularidade artística para influenciar o eleitorado.

Além disso, especialistas em direito eleitoral explicam que não é necessário pedido explícito de voto. A promoção pessoal em atos políticos realizados em eventos públicos já pode caracterizar abuso de poder político e econômico.

Silêncio oficial

Até o momento, a Prefeitura de Vitória e o prefeito Lorenzo Pazolini não se manifestaram sobre o episódio. Também não houve esclarecimentos sobre orientações prévias aos artistas quanto a manifestações políticas durante o show.

Por isso, o silêncio oficial reforça o debate sobre os limites entre eventos culturais financiados com dinheiro público e a promoção eleitoral.

Debate reacendido

O episódio do show da Banda Eva em Vitória reacende a discussão sobre o uso de eventos públicos em contextos de pré-campanha. Quando gestores utilizam essas estruturas para reforçar projetos eleitorais, colocam em risco a lisura do processo democrático.

Por fim, especialistas defendem maior fiscalização para preservar o equilíbrio da disputa eleitoral.

Flagrante em vídeo: