O governo de Donald Trump publicou a nova Estratégia Nacional de Defesa e alertou que países do Hemisfério Ocidental que não colaborarem com o combate ao narcotráfico ou que obstruírem os interesses norte-americanos poderão sofrer ação militar. Além disso, o documento busca garantir a dominância militar e comercial dos EUA “do Ártico à América do Sul”.
A estratégia afirma que os EUA atuarão de boa-fé com os vizinhos, mas tomarão medidas decisivas quando seus interesses forem desrespeitados. Por exemplo, a operação militar em Caracas, que resultou na prisão de Nicolás Maduro, serve como modelo para futuras ações.
O plano de defesa detalha estratégias contra rivais globais:
- China: os EUA vão conter sua expansão no Indo-Pacífico sem confronto direto, aumentando a presença militar em Taiwan, Japão e Filipinas.
- Rússia e Coreia do Norte: os aliados estratégicos assumirão maior responsabilidade para deter essas ameaças.
- Narcoterrorismo: os EUA se reservam o direito de atacar organizações criminosas nas Américas.
O documento exige que Canadá e México fechem as fronteiras para imigrantes ilegais e narcotraficantes. Além disso, os EUA planejam proteger acessos estratégicos, como o Canal do Panamá, o Golfo das Américas, a Groenlândia e regiões do Ártico.
A estratégia prevê modernizar as forças nucleares, retomar a indústria militar e fortalecer a segurança compartilhada com aliados. Trump reforça a ideia de “paz por meio da força” e pretende aplicar o chamado “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, garantindo prioridade aos interesses dos EUA no Hemisfério Ocidental.
