Anvisa proíbe canetas emagrecedoras vendidas ilegalmente no Brasil

Segundo informado pela agência, não há garantia sobre conteúdo ou qualidade dos produtos

- Fonte: Foto ilustrativa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (21), a apreensão e a proibição de canetas emagrecedoras comercializadas de forma irregular no Brasil, conhecidas popularmente como “canetas do Paraguai”. A medida atinge produtos sem registro sanitário, vendidos principalmente por redes sociais, e que representam riscos à saúde.

Entre os itens proibidos estão a tirzepatida, das marcas Synedica e TG, e a retatrutida, de todas as marcas e lotes. A agência também reforçou a proibição de nomes comerciais já vetados, como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Eticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar. Todos estão impedidos de fabricar, importar, distribuir, comercializar, divulgar ou utilizar em território nacional.

Segundo a Anvisa, os medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e vendidos sem qualquer autorização sanitária. Por não haver garantia sobre composição, qualidade ou segurança, a agência orienta que os produtos não sejam utilizados em nenhuma hipótese.

A decisão também considera um caso grave em Belo Horizonte. Uma mulher de 42 anos foi internada após usar uma caneta emagrecedora ilegal, desenvolvendo pancreatite por intoxicação medicamentosa. Posteriormente, surgiram suspeitas de Síndrome de Guillain-Barré, condição autoimune que afeta os nervos. Ela segue internada em estado estável no Hospital das Clínicas da UFMG.

Desde setembro de 2025, a Anvisa já publicou pelo menos cinco resoluções proibindo a venda dessas canetas, diante do aumento da propaganda e da comercialização irregular na internet. Os produtos costumam ser anunciados como agonistas do GLP-1, hormônio que regula o apetite, com promessas de emagrecimento rápido para fins estéticos.

A agência reforça que medicamentos para emagrecimento só devem ser adquiridos com prescrição médica e registro oficial. A proibição inclui também a importação desses produtos, mesmo para uso pessoal.


FONTE: O TEMPO