
Esposas, mães, filhas e companheiras de detentos criaram uma rede de apoio para familiares de presos no Espírito Santo. Conhecidas como “cunhadas”, essas mulheres compartilham informações, orientam novas visitantes e ajudam quem enfrenta pela primeira vez a rotina do sistema prisional.
A iniciativa surgiu diante das dificuldades para entender as regras das visitas. Além da documentação exigida, os visitantes precisam seguir normas sobre vestuário, horários e procedimentos de segurança. A empreendedora Simone Guerra conta que precisou aprender tudo sozinha após a prisão de um familiar. Depois disso, passou a orientar outras mulheres que viviam a mesma situação.
A dona de casa Lilian Jéssika Ferreira Carvalho também encontrou apoio na rede. Segundo ela, outras visitantes ajudaram a esclarecer dúvidas sobre os procedimentos. De acordo com a Secretaria da Justiça (Sejus), cerca de 60 mil pessoas estão cadastradas para visitas sociais e íntimas nos presídios capixabas. As visitas ocorrem, em geral, a cada 15 dias e seguem regras específicas de segurança, incluindo restrições sobre roupas e cores permitidas.










