Os corpos das seis vítimas do acidente com lancha no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, são velados nesta segunda-feira (23), em Franca (SP), cidade onde todas moravam. Desde cedo, familiares e amigos comparecem aos locais de despedida e, ao mesmo tempo, prestam homenagens marcadas por forte comoção. Além disso, o sepultamento ocorre em diferentes cemitérios do município, o que mobiliza a comunidade ao longo do dia.
As vítimas passavam o fim de semana na represa de Jaguara, em Sacramento (MG). No sábado (21), elas deixaram um bar flutuante e, logo depois, seguiram para um condomínio às margens do rio. No entanto, por volta das 22h, a embarcação colidiu contra um píer. Com o impacto, parte dos ocupantes foi arremessada e, em seguida, ficou presa após a lancha virar. Ao todo, 15 pessoas estavam a bordo e, infelizmente, seis morreram por afogamento.
Entre as vítimas estão Bento Aredes, de 4 anos, e a mãe dele, Viviane Aredes, que completaria 36 anos no domingo (22). Além deles, também morreram Wesley Carlos da Silva, de 45 anos; Juliana Fernanda, de 40; Erica Fernanda Lima, de 41; e Marina Rodrigues Matias, de 22 anos. Enquanto isso, familiares organizam as cerimônias e recebem apoio de amigos e moradores da cidade.
Horários dos velórios e sepultamentos
Juliana Fernanda, 40 anos
Velório São Vicente, das 6h às 13h
Sepultamento às 13h, no Jardim das Oliveiras
Wesley Carlos da Silva, 45 anos
Velório São Vicente, das 6h30 às 16h
Sepultamento no Cemitério Santo Agostinho
Bento Aredes e Viviane Aredes
Velório no Memorial Nova Franca, da 0h às 10h
Sepultamento às 10h, no Cemitério Santo Agostinho
Erica Fernanda Lima, 41 anos
Velório Santo Agostinho, das 9h às 13h
Sepultamento no Cemitério Santo Agostinho
Marina Rodrigues Matias, 22 anos
Velório São Vicente, das 7h às 16h
Sepultamento às 16h, no Cemitério Jardim das Oliveiras
Dinâmica do acidente
Segundo relatos, o grupo aproveitava o fim de semana em uma casa no lado mineiro da represa. Durante o retorno, porém, a embarcação seguiu por rota equivocada. De acordo com o empresário Luís Ricardo Andrade, dono de outro bar flutuante na região, os ocupantes perceberam o erro ao se aproximarem do estabelecimento dele, que já estava fechado.
Ainda conforme Andrade, o piloto realizou uma manobra incorreta ao tentar retornar. Em vez de virar à esquerda (bombordo), ele virou à direita (boreste) e, assim, aproximou-se da margem. Como consequência, a lancha atingiu o píer e tombou logo depois. Logo após o acidente, voluntários iniciaram o resgate e, simultaneamente, mergulhadores e agentes da Guarda Civil Municipal reforçaram o socorro.
Investigação
A Polícia Militar informou que o piloto Wesley Carlos da Silva não possuía arrais, habilitação exigida pela Marinha do Brasil para conduzir embarcações de pequeno porte. Além disso, a Polícia Civil de Minas Gerais destacou que a perícia oficial esteve no local e, posteriormente, coletou vestígios que vão subsidiar a investigação.
Por fim, o caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Sacramento, que, a partir das informações reunidas, vai apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo acidente.
