
Doença rara tem alta taxa de letalidade, pode causar complicações neurológicas e segue sob monitoramento internacional
O vírus Nipah voltou a preocupar autoridades de saúde em todo o mundo por causa do seu alto potencial de gravidade. A doença, embora rara, apresenta taxa de letalidade elevada e pode provocar complicações neurológicas e respiratórias graves.
Pesquisadores identificaram o vírus no fim da década de 1990. Desde então, surtos esporádicos em países do Sudeste Asiático, como Bangladesh e Índia, mantêm a doença sob monitoramento constante de organismos internacionais.
O que é o vírus Nipah
O vírus Nipah tem origem zoonótica, ou seja, transmite-se de animais para humanos. Morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas, funcionam como principais reservatórios naturais do vírus.
A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com animais contaminados, pelo consumo de alimentos infectados ou pelo contato próximo entre pessoas. Além disso, ambientes hospitalares e familiares concentram maior risco de disseminação.
Sintomas podem evoluir rapidamente
Os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. No entanto, em parte dos casos, a infecção evolui rapidamente.
Com a progressão da doença, alguns pacientes desenvolvem encefalite, convulsões e alterações neurológicas. Além disso, complicações respiratórias graves elevam o risco de morte.
A taxa de letalidade varia entre 40% e 75%, conforme o surto e o acesso ao atendimento médico adequado.
Ausência de vacina reforça a prevenção
Atualmente, a ciência ainda não dispõe de vacina nem de tratamento antiviral específico contra o vírus Nipah. Por isso, médicos concentram o tratamento no suporte clínico e no controle dos sintomas.
Diante desse cenário, a prevenção assume papel central. Especialistas orientam evitar contato com morcegos, não consumir frutas ou seiva de palma possivelmente contaminadas e reforçar medidas de higiene e isolamento em unidades de saúde.
Brasil mantém vigilância ativa
Especialistas avaliam que o risco de chegada do vírus Nipah ao Brasil permanece baixo. Ainda assim, a intensa circulação internacional de pessoas exige atenção permanente.
Por esse motivo, as autoridades de saúde brasileiras acompanham alertas globais e mantêm protocolos de vigilância para doenças emergentes com potencial epidêmico.
Monitoramento internacional segue reforçado
A Organização Mundial da Saúde inclui o vírus Nipah entre as prioridades globais de pesquisa e desenvolvimento de vacinas. Segundo a entidade, a cooperação internacional é essencial para reduzir riscos.
Além disso, o fortalecimento dos sistemas de vigilância, a troca de informações entre países e a resposta rápida a surtos seguem como estratégias fundamentais para conter a doença.
