
Em 2026, especialistas em doenças infecciosas continuam preocupados com o cenário global, à medida que novos vírus ganham força. Entre eles, destacam-se o vírus Oropouche, a gripe aviária H5N1 e o mpox, que exigem vigilância constante.
Vírus Oropouche: ameaça crescente no Brasil
O vírus Oropouche, identificado na década de 1950, é transmitido por mosquitos e tem se espalhado pela América do Sul. Em 2025, o Brasil registrou as primeiras mortes relacionadas ao vírus, com casos em 20 estados. Embora tenha chegado à Europa, o Oropouche ainda não possui vacina nem tratamento específico, o que aumenta a preocupação.
Gripe aviária H5N1: evolução alarmante
A gripe aviária H5N1, que sempre afetou aves, começou a infectar o gado em 2024, gerando grande apreensão. Em 2025, o vírus foi detectado em uma granja no Brasil. O principal temor é que o H5N1 se adapte para ser transmitido entre humanos, o que poderia causar uma nova pandemia. Até agora, 71 casos humanos foram registrados, mas sem transmissão comunitária. No entanto, a situação continua sendo monitorada de perto.
Mpox: infecções em ascensão globalmente
O mpox, antes restrito à África, se espalhou para mais de 100 países desde 2022, com duas variantes em circulação. Apesar da existência de uma vacina, a falta de tratamento específico e o aumento de infecções, especialmente na África Central, podem representar novos desafios em 2026.
Além desses, outros vírus também merecem atenção. O chikungunya, por exemplo, causou mais de 120 mortes no Brasil em 2025. O sarampo, que muitos acreditavam estar controlado, voltou a afetar diversos países devido à queda nas taxas de vacinação, ameaçando até mesmo sua erradicação. O vírus Nipah também surge como uma preocupação, embora, por enquanto, não tenha mostrado capacidade de causar uma pandemia. Diante disso, é crucial que ações rápidas sejam tomadas para prevenir novas crises sanitárias.
