Vigilante é preso por roubo e venda de remédios controlados

Polícia flagrou esquema de desvio de medicamentos em unidade de saúde

A Polícia Civil prendeu um vigilante de um Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, por furtar e vender medicamentos de uso controlado. A prisão ocorreu na quinta-feira (5) e a corporação divulgou a ação nesta sexta-feira (6).

Segundo a polícia, o suspeito confessou o crime e os agentes o autuaram em flagrante por tráfico de entorpecentes. Além disso, durante buscas na residência do vigilante, os investigadores apreenderam caixas, cartelas, bisnagas e frascos de diversos medicamentos, incluindo remédios controlados, antibióticos e injetáveis.

Esquema de desvio

De acordo com a delegada Patrícia Domingos, as investigações começaram após denúncias de moradores sobre a venda ilegal de medicamentos na residência do suspeito. Em seguida, durante depoimento, o vigilante admitiu que, há cerca de um ano, aproveitava o turno noturno de trabalho para furtar remédios da farmácia do PSF e repassá-los a amigos e vizinhos.

Ainda segundo a polícia, ele distribuía os medicamentos em troca de ajuda financeira. Por isso, a legislação enquadra a prática como venda ilegal de medicamentos controlados, o que configura tráfico de entorpecentes. Além dessa acusação, o vigilante também deve responder por furto qualificado.

Investigação em andamento

As apurações indicam, até o momento, que o suspeito agia sozinho, apesar de trabalhar com outro vigilante no mesmo turno. Conforme a investigação, ele teve acesso à chave da farmácia do posto e começou a retirar pequenas quantidades de medicamentos. Com o tempo, ao não ser descoberto, aumentou o volume dos furtos.

Entre os itens apreendidos, os policiais encontraram antibióticos, como penicilina, materiais de curativo e medicamentos psiquiátricos, como diazepam, que exigem receita médica para comercialização.

Agora, a Polícia Civil vai ouvir outros funcionários do posto de saúde para verificar se alguém percebeu a falta dos medicamentos. Além disso, os investigadores apuram se o vigilante repassava os remédios a estabelecimentos comerciais, como farmácias. Caso isso se confirme, os responsáveis poderão responder por receptação e tráfico de entorpecentes.

Por fim, a polícia alertou que as pessoas que compraram os medicamentos também podem responder por receptação, se ficar comprovado que tinham conhecimento da origem criminosa dos produtos.