Uma confusão envolvendo um vendedor ambulante de milho e um fiscal de uma empresa privada foi registrada recentemente em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. O caso teria começado após o trabalhador informar que não possuía condições financeiras de quitar, naquele momento, uma cobrança feita pela empresa, solicitando prazo para regularizar a situação.
Segundo relatos de testemunhas, mesmo após o pedido de prazo, o fiscal teria passado a pressionar o vendedor diariamente, o que acabou gerando um clima de tensão. No dia do ocorrido, a abordagem teria sido ríspida e se intensificado com a presença de Josué, assessor do vereador Cristiano Baleia, que teria participado da ação sem apresentar crachá ou qualquer tipo de identificação oficial.
Em meio à discussão, o carrinho utilizado pelo vendedor para trabalhar foi jogado ao chão, provocando revolta e desespero no ambulante, que teria ficado transtornado ao ver seu material de trabalho danificado.
A situação rapidamente saiu do controle e resultou em uma confusão generalizada, chamando a atenção de pessoas que passavam pelo local. Testemunhas afirmam que o vendedor ficou visivelmente abalado emocionalmente com o ocorrido, já que o carrinho é sua principal ferramenta de sustento.
Até o momento, não há informações oficiais sobre registro de ocorrência policial ou posicionamento formal da empresa privada envolvida, nem do vereador citado ou de sua assessoria. O caso reacende o debate sobre a forma de abordagem em fiscalizações e a necessidade de respeito e diálogo com trabalhadores informais que dependem da atividade para garantir o sustento de suas famílias.
