Uso incorreto do protetor solar compromete a proteção da pele, alertam especialistas

Especialistas alertam que erros comuns no uso correto do protetor solar, como aplicar pouca quantidade e não reaplicar ao longo do dia, reduzem a proteção da pele.

- Imagem ilustrada e criada por inteligência artificial (IA).

Aplicação inadequada, reaplicação irregular e quantidade insuficiente estão entre os principais erros cometidos no dia a dia

O uso do protetor solar é uma das principais recomendações de dermatologistas para prevenir o envelhecimento precoce da pele e reduzir o risco de câncer cutâneo. No entanto, especialistas alertam que erros comuns na aplicação do produto ainda comprometem a eficácia da proteção, mesmo entre pessoas que afirmam usar filtro solar regularmente.

Segundo profissionais da área, a proteção contra os raios ultravioleta depende não apenas do fator de proteção solar (FPS), mas também da forma correta de uso no dia a dia.

Um dos erros mais frequentes é aplicar uma quantidade menor do que a indicada. Para que o FPS informado no rótulo funcione corretamente, é necessário espalhar uma camada generosa do produto sobre a pele.

No rosto, a recomendação é usar o equivalente a uma colher de chá. Já para o corpo inteiro, a quantidade pode chegar a cerca de uma colher de sopa para cada região, como braços, pernas, tronco e costas.

Quando o produto é aplicado em menor quantidade, a proteção real pode cair pela metade.

Outro equívoco recorrente é não reaplicar o protetor ao longo do dia. Mesmo produtos resistentes à água perdem eficácia com o suor, o contato com toalhas e a oleosidade natural da pele.

Dermatologistas recomendam a reaplicação a cada duas horas, especialmente em atividades ao ar livre, exposição prolongada ao sol ou após entrar no mar ou na piscina.

Muitas pessoas deixam de usar protetor solar em dias nublados ou com temperaturas mais amenas. No entanto, os raios ultravioleta atravessam as nuvens e continuam atingindo a pele.

Especialistas reforçam que o uso do protetor deve ser diário, inclusive em ambientes urbanos e mesmo quando não há sol aparente.

Orelhas, nuca, pescoço, lábios, pés e couro cabeludo estão entre as regiões mais esquecidas na aplicação do protetor solar. Essas áreas, no entanto, também ficam expostas à radiação e apresentam risco elevado de queimaduras e lesões ao longo do tempo.

O uso de produtos específicos, como protetores labiais com FPS e sprays para o couro cabeludo, pode ajudar a ampliar a proteção.

Além do protetor solar, especialistas orientam o uso de barreiras físicas, como chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV, principalmente entre 10h e 16h, período de maior incidência solar.

A combinação de cuidados simples e o uso correto do protetor ajudam a preservar a saúde da pele, reduzir danos cumulativos e prevenir doenças graves a longo prazo.