Tragédia em escola: trave de futebol cai e mata criança de 3 anos no Paraná

Acidente ocorreu durante atividade recreativa e caso levanta alerta sobre segurança em estruturas esportivas dentro de escolas

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- Sofia Aparecida Iaciuk tinha 3 anos de idade — Foto: Reprodução/Funerária São João

Sofia Aparecida Iaciuk, de 3 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (16) após uma trave de futebol cair sobre ela em uma escola particular de Prudentópolis, na região central do Paraná.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 16h20, durante uma atividade recreativa em uma quadra aberta. De acordo com a corporação, outras crianças se penduraram na estrutura, o que provocou a queda da trave.

Com o impacto, a menina sofreu um ferimento grave na cabeça e entrou em parada cardiorrespiratória. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram socorro imediato e iniciaram manobras de reanimação. No entanto, a criança não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Científica realizou a perícia no local para apurar as circunstâncias do acidente. Além disso, a Polícia Civil abriu investigação para esclarecer as responsabilidades pelo caso.

A reportagem tentou contato com a escola, mas, até o momento, não houve retorno.

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Escola amanheceu fechada, com cartaz de “luto” — Foto: Eduardo Andrade/RPC

Luto

A Secretaria Municipal de Esportes e Recreação de Prudentópolis lamentou a morte da criança e, por isso, decidiu adiar as finais dos Jogos Escolares do Paraná. Inicialmente previstas para esta sexta-feira (17), as competições agora acontecerão na próxima quarta-feira (22).

Além disso, a família informou que o corpo de Sofia Aparecida Iaciuk será velado na Capela São José. O sepultamento ocorrerá neste sábado (18), no Cemitério São Josafat, embora o horário ainda não tenha sido definido.

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Menina será velada e sepultada em Prudentópolis — Foto: Reprodução/Funerária São João

Caso semelhante

Há pouco mais de dois meses, outro acidente semelhante ocorreu na região central do Paraná, desta vez em uma escola da rede pública.

No dia 9 de fevereiro, um menino de 7 anos morreu após uma trave de futebol cair sobre a cabeça dele em uma escola municipal de Marquinho, município localizado a cerca de 180 quilômetros de Prudentópolis.

Segundo a Prefeitura de Marquinho, a criança participava de atividades com a turma na quadra esportiva quando se pendurou na estrutura. Em seguida, a trave tombou e atingiu o aluno.

Equipes de socorro atenderam o menino ainda com sinais vitais, mas ele estava inconsciente e apresentava hemorragia. Logo depois, os profissionais o encaminharam para a unidade de saúde ao lado da quadra. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Menino de 7 anos morre atingido por trave de gol em escola do Paraná — Foto: Lucas Polak/RPC

Projetos de lei reforçam segurança em traves esportivas

Dois projetos de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) propõem regras mais rígidas para a instalação, fixação e manutenção de traves de futebol e futsal em todo o estado.

As propostas determinam que as traves utilizadas em campos e quadras esportivas, tanto em espaços públicos quanto em locais privados de uso coletivo, atendam a requisitos mínimos de segurança. Entre as medidas, está a obrigatoriedade de fixação permanente ao solo, por meio de base estrutural ou sistemas de ancoragem que garantam estabilidade.

Além disso, nos casos em que a fixação permanente não for possível, como em quadras com piso especial ou removível, os textos preveem o uso obrigatório de sistemas de contrapeso. Esses mecanismos devem impedir deslocamentos ou tombamentos das estruturas.

Os projetos também estabelecem a realização de manutenção preventiva periódica e inspeção técnica a cada seis meses. Para isso, um profissional habilitado deve emitir Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou documento equivalente, garantindo a regularidade das estruturas.

Um dos textos é o projeto de lei nº 153/2026, apresentado pelo deputado Gilson de Souza (PL), em fevereiro deste ano. O outro é o projeto nº 199/2026, de autoria da deputada Cristina Silvestri (PP), protocolado em março.

Atualmente, ambos seguem em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep.