Tempestades intensas provocaram um grande deslizamento de terra em Niscemi, na Sicília, nesta terça-feira (27), deixando a cidade à beira do precipício. Como consequência, mais de 1.500 pessoas precisaram deixar suas casas, segundo a Defesa Civil.
Niscemi, que tem cerca de 25 mil habitantes e fica no centro-sul da ilha, está sobre um platô que vem cedendo gradualmente devido à água acumulada no subsolo. Além disso, imagens mostram prédios inteiros próximos à beira do desmoronamento, o que aumenta ainda mais o risco para moradores.
“Se uma casa está na borda, não pode ser ocupada”, afirmou Fabio Ciciliano, chefe da Defesa Civil. Ele acrescentou que, portanto, os moradores das áreas afetadas serão realocados permanentemente.
Na segunda-feira (26), o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni decretou estado de emergência na Sicília, Sardenha e Calábria, pois as três regiões sofreram fortes tempestades na semana passada. O governo destinou € 100 milhões (R$ 624 milhões) para atender necessidades imediatas, embora autoridades locais estimem prejuízos superiores a € 1 bilhão (R$ 6,2 bilhões).
Além disso, em Niscemi, a evacuação aumentou a tensão entre moradores. Alguns reclamam que deslizamentos anteriores não receberam respostas das autoridades. “Disseram que preciso sair. O primeiro deslizamento aconteceu há 30 anos, e ninguém nunca fez nada”, disse Francesco Zarba, morador da cidade.
Por outro lado, especialistas alertam que eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes na Itália. Consequentemente, enchentes recentes devastaram cidades, deixaram dezenas de mortos e ampliaram o risco de deslizamentos, mesmo em áreas antes consideradas seguras.
