São Paulo (SP), janeiro de 2026: Presentes na rotina da cozinha, as tábuas de corte são utensílios estratégicos para o preparo dos alimentos, mas também podem se tornar focos de contaminação quando não higienizadas de forma adequada. Cada material exige cuidados específicos para evitar a proliferação de bactérias e o risco de contaminação cruzada. Pensando nisso, Jéssica Benazzi, nutricionista do Divino Fogão, reforça a importância de escolher corretamente o tipo de tábua e adotar práticas eficientes de limpeza e conservação, alinhadas às boas práticas de segurança alimentar.
Tábuas de madeira
Tradicionais e muito utilizadas no preparo de carnes e legumes, as tábuas de madeira demandam atenção redobrada, já que sua superfície porosa pode absorver líquidos e resíduos. A recomendação é lavá-las imediatamente após o uso, com água corrente e detergente neutro, utilizando uma escova para alcançar os sulcos. Para higienização mais profunda, pode-se aplicar uma solução de água com vinagre ou bicarbonato de sódio. É fundamental deixá-las secar completamente em local ventilado, evitando o acúmulo de umidade.
Tábuas de plástico
Práticas e amplamente utilizadas no dia a dia, as tábuas de plástico são menos porosas, porém tendem a acumular microfissuras com o uso contínuo. Devem ser lavadas com água quente e detergente neutro após cada utilização e, sempre que possível, higienizadas com solução clorada própria para alimentos. A substituição periódica é indicada quando houver muitos riscos ou desgaste visível.
Tábuas de vidro
Embora sejam fáceis de limpar e não absorvam resíduos, as tábuas de vidro exigem cuidado especial no manuseio. A higienização pode ser feita com água, detergente e esponja macia, seguida de enxágue abundante. Apesar da praticidade, esse tipo de tábua não é o mais indicado para uso frequente, pois pode danificar facas e comprometer a eficiência no preparo.
Tábuas de bambu
Consideradas uma alternativa sustentável, as tábuas de bambu apresentam menor porosidade em comparação à madeira tradicional. A limpeza deve ser feita logo após o uso, com água e detergente neutro, evitando longos períodos de imersão. A secagem completa também é essencial para preservar a durabilidade e evitar a proliferação de microrganismos.
Para mitigar riscos, a orientação é utilizar tábuas diferentes para alimentos crus e prontos para consumo, reduzindo a possibilidade de contaminação cruzada. A manutenção adequada desses utensílios contribui diretamente para a qualidade dos ingredientes e para uma operação mais segura na cozinha, seja no ambiente doméstico ou profissional.
“Tábuas mal higienizadas podem acumular bactérias como Salmonella e E. coli, especialmente após o corte de carnes cruas. Esses microrganismos sobrevivem em superfícies contaminadas e representam riscos significativos à saúde. A escolha correta do material, aliada a uma rotina de limpeza eficiente e à substituição no momento adequado, é uma medida simples, mas estratégica, para garantir segurança alimentar e preservar a integridade das preparações”, reforça a especialista do Divino Fogão.
