Suspeito de estuprar filha de 11 meses morre em confronto com a PF

Homem reagiu à abordagem durante operação contra rede de exploração sexual infantil; crimes eram filmados e vendidos na dark web

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 55
Imagem ilustrada e gerada por IA. -

Um homem investigado por estuprar a própria filha, uma bebê de apenas 11 meses, morreu na manhã deste sábado (9) após enfrentar agentes da Polícia Federal (PF), em Cuiabá. O confronto ocorreu durante a Operação Berço Seguro, que cumpre mandados em Mato Grosso e Sergipe para desarticular crimes de abuso sexual infantil no ambiente cibernético.

De acordo com as investigações, o cenário revelado pela PF é de extrema gravidade. O suspeito não apenas praticava os abusos, mas também registrava os atos em vídeo para comercializá-los em fóruns restritos da dark web. Além do crime contra a bebê, os policiais encontraram indícios de que o investigado já havia abusado anteriormente da filha mais velha de sua companheira.

Acompanhe as principais notícias do ES — receba grátis onde preferir!

Reação e morte durante a abordagem

A intervenção policial aconteceu no momento em que os agentes tentavam cumprir mandados de busca, apreensão e prisão temporária na capital mato-grossense. No entanto, o homem reagiu à ordem de prisão e atacou a equipe. Na troca de tiros, ele foi atingido e, apesar de receber atendimento médico imediato no local, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Além disso, a operação estendeu o cerco para as cidades de Várzea Grande (MT) e Aracaju (SE). A PF destaca que o foco da ação é proteger a dignidade de menores e desestruturar redes que lucram com a exploração sexual infantojuvenil.

Investigação prossegue após o óbito

Embora o principal suspeito tenha morrido, as autoridades federais agora concentram os esforços na análise do material tecnológico apreendido. O objetivo é identificar compradores dos vídeos e outros possíveis colaboradores da rede criminosa.

Por fim, a instituição ressalta que a colaboração da sociedade é fundamental. Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser realizadas de forma anônima, garantindo que novos casos sejam interrompidos com agilidade.