
Alex Leandro Bispo dos Santos, suspeito de atirar a companheira do 10º andar do prédio em que o casal morava, na zona sul de São Paulo, admitiu em novo interrogatório ter “dado uns tapas” na mulher. Segundo o suspeito, o objetivo seria fazer com que a ela voltasse para o apartamento.
Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, foi achada morta em 29 de novembro do ano passado, no estacionamento do prédio, logo após a queda, durante a madrugada. Alex Leandro foi preso em flagrante pelo crime.
Gravações feitas pelas câmeras de segurança do elevador do prédio mostram o suspeito dando pelo menos um soco em Maria Katiane. No elevador, ele aparece agarrando o pescoço da vítima e a arrastando para fora. Cerca de um minuto depois, o homem retorna sozinho ao elevador, coloca as mãos na cabeça e se senta, em um gesto de aparente desespero. Após a queda, ele vai até o estacionamento, se debruça sobre o corpo da companheira e parece tentar reanimá-la.
No interrogatório, prestado no último dia 5 de janeiro, Alex Leandro disse que o casal mantinha uma relação “saudável e tranquila”, “apesar de Maria Katiane apresentar um quadro depressivo”. Segundo ele, no dia da tragédia, o casal passou a noite no camarote da balada Le Club, onde beberam champanhe, tequila e cerveja.
O suspeito afirma que ao chegarem em casa, por volta das 4h, a mulher teria “surtado” durante uma discussão em que ele teria dito que pretendia visitar o filho. Sobre as agressões registradas no vídeo, o homem afirmou que, durante a discussão, a mulher teria descido duas vezes para a garagem e que, em uma das oportunidades, ele teria “perdido a cabeça”.
Sobre a porta do banheiro do apartamento, encontrada destruída, Alex Leandro alegou que a mulher havia ficado presa, por isso precisou arrombá-la.
Imagens do apartamento do casal mostram a porta do banheiro arrombada. Um taça de vidro com líquido semelhante a vinho foi encontrado dentro de uma pia.
Em um documento direcionado à polícia, a defesa de Alex Leandro definiu o ocorrido como uma fatalidade isolada e ressaltou a importância da análise do cartão de memória original dos aparelhos que gravaram o ocorrido.
A polícia já está na posse de imagens de segurança do apartamento, entregues pelo próprio suspeito.
FONTE: METROPOLES
