
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento gratuito para pessoas que desejam abandonar o cigarro. Coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), ligado ao Ministério da Saúde, a política pública de combate ao tabagismo é considerada uma das mais importantes do país na prevenção de doenças relacionadas ao fumo.
Além disso, o atendimento acontece em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros serviços da rede pública em diversas regiões do Brasil. Dessa forma, milhões de brasileiros podem buscar ajuda profissional sem custos.
Tabagismo é considerado doença crônica
Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência da nicotina. Por isso, especialistas tratam o cigarro como um problema de saúde pública e não apenas como um hábito.
A condição está relacionada a doenças graves, como câncer, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), enfisema pulmonar e outras complicações respiratórias e cardiovasculares.
Além do cigarro tradicional, especialistas alertam que cigarros eletrônicos, narguilé e dispositivos aquecidos também oferecem riscos importantes à saúde. Inclusive, muitos desses produtos apresentam substâncias tóxicas capazes de provocar dependência e danos ao organismo.
Tratamento reúne apoio profissional e medicamentos
O tratamento oferecido pelo SUS combina acompanhamento profissional, apoio psicológico e medicamentos gratuitos. Assim, o objetivo é ajudar o paciente a enfrentar tanto a dependência física quanto os fatores emocionais ligados ao hábito de fumar.
Entre os serviços disponíveis estão:
- Consultas individuais;
- Grupos de apoio;
- Acompanhamento multiprofissional contínuo;
- Orientações para controlar ansiedade e abstinência.
Além disso, os pacientes recebem suporte para lidar com irritabilidade, nervosismo e vontade de fumar, principalmente nas primeiras semanas sem cigarro. Ao mesmo tempo, os profissionais trabalham estratégias para evitar recaídas e fortalecer a motivação durante o processo.
SUS disponibiliza adesivos, gomas e medicamentos
Quando existe indicação clínica, o SUS também fornece terapias de reposição de nicotina e medicamentos gratuitos.
Entre os recursos disponíveis estão:
- Adesivos transdérmicos de nicotina;
- Gomas de mascar;
- Pastilhas;
- Bupropiona.
Os adesivos liberam nicotina gradualmente para reduzir sintomas de abstinência. Enquanto isso, gomas e pastilhas ajudam a controlar a vontade imediata de fumar. Já a bupropiona atua em áreas do cérebro ligadas à dependência química e auxilia na redução do desejo pelo cigarro.
Entretanto, a escolha do tratamento depende da avaliação da equipe de saúde, do grau de dependência e das condições clínicas de cada paciente.
Farmacêutico participa diretamente do acompanhamento
Nesse cenário, o farmacêutico desempenha papel fundamental no tratamento. O profissional orienta sobre o uso correto de adesivos, medicamentos e terapias de reposição de nicotina.
Além disso, também explica horários, doses, possíveis efeitos adversos e cuidados necessários durante o tratamento. Dessa maneira, o acompanhamento ajuda a aumentar a adesão ao processo e reduz o risco de abandono.
Segundo o Conselho Federal de Farmácia, a atuação farmacêutica também inclui ações educativas e preventivas. Assim, os profissionais ajudam a conscientizar a população sobre os danos causados pelo tabaco e pelos dispositivos eletrônicos para fumar.
Parar de fumar traz benefícios rápidos
Dados do Ministério da Saúde mostram que abandonar o cigarro traz benefícios quase imediatos ao organismo.
Em poucas horas, ocorre melhora da oxigenação do sangue e redução da pressão arterial. Com o passar dos meses, diminuem os riscos de doenças cardiovasculares e respiratórias. Além disso, ao longo dos anos, o corpo também reduz as chances de desenvolver vários tipos de câncer.
Para iniciar o tratamento, o cidadão deve procurar uma Unidade Básica de Saúde e informar o interesse em parar de fumar. Em seguida, a equipe fará avaliação clínica e indicará o acompanhamento mais adequado para cada caso.











