Simone Tebet deixa MDB e se filia ao PSB para disputar o Senado

Ministra do Planejamento deve deixar o cargo até o fim de março para concorrer a uma vaga por São Paulo

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Ministra do Planejamento, Simone Tebet, fala em coletiva de imprensa sobre o bloqueio do Orçamento e elevação do IOF — Foto: Diogo Zacarias/MF -

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou neste sábado (21) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) após quase três décadas no MDB. A mudança ocorre em meio ao projeto político de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas próximas eleições.

Segundo o partido, a entrada da ministra foi recebida com entusiasmo e representa um reforço estratégico na construção de um novo cenário político nacional. Além disso, a filiação coloca Tebet no mesmo partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Saída do ministério e candidatura

Durante evento recente, Tebet confirmou que pretende deixar o comando do Ministério do Planejamento até o fim de março. A decisão visa garantir dedicação integral à campanha eleitoral. A ministra já havia anunciado a intenção de concorrer ao Senado durante encontro nacional de secretários estaduais de Planejamento.

Ela destacou que São Paulo possui forte ligação com sua trajetória acadêmica e política. Além disso, afirmou que encara a candidatura como uma missão relevante para o país.

Articulação política e apoio

De acordo com Tebet, a decisão ocorreu após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Ainda assim, a ministra revelou que buscou apoio familiar antes de confirmar a candidatura.

Ela afirmou que refletiu sobre o papel que poderia exercer no cenário nacional e ressaltou que recebeu expressiva votação no estado durante a disputa presidencial de 2022.

Trajetória política

Natural de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, Simone Tebet construiu carreira sólida na política. Ela foi deputada estadual, prefeita por dois mandatos, vice-governadora e senadora. No Senado, ganhou destaque ao presidir a Comissão de Constituição e Justiça e participar da CPI da Covid.

Em 2022, disputou a Presidência da República e terminou em terceiro lugar. Após o pleito, declarou apoio a Lula no segundo turno e, posteriormente, integrou a equipe de transição do governo federal. Em dezembro daquele ano, assumiu o Ministério do Planejamento.