
O Espírito Santo continua sendo o estado com maior número de casos de Febre do Oropouche no Brasil. Em 2025 já foram registrados 4.869 casos da doença. Os municípios de Muniz Freire, Afonso Cláudio, Pancas, São Roque do Canaã, Colatina, Santa Teresa e Domingos Martins concentram 50% dos registros.
Os números foram divulgados na tarde desta quarta-feira (26) pelo secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, e pelo subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso.
Tyago Hoffmann destacou que, em 2025, a equipe notificou 83 casos confirmados de Oropouche. “Na última semana, nós também tivemos uma tendência de queda. A redução das duas últimas semanas foi de 19% quando comparado à semana anterior”, relatou.
Apesar da redução de casos, o secretário alertou que os municípios de Muniz Freire, Afonso Cláudio, Pancas, São Roque, Colatina, Santa Teresa e Domingos Martins apresentaram uma incidência maior de casos nas últimas semanas, concentrando cerca de 50% dos casos confirmados no Estado.
Hoffmann pontuou ainda que o Espírito Santo tem cerca de 95% dos casos do Brasil de Febre do Oropouche. “Praticamente todos os casos brasileiros de febre Oropouche são aqui no território do Espírito Santo. No ano de 2024, nós tivemos 5.266 casos confirmados. Por isso essa redução de 19% em relação ao ano anterior. Nós estamos com 4.869 (casos)”, reforçou.
Dados:

Alerta dengue tipo 3
Um alerta realizado pela equipe foi sobre a dengue tipo 3. Após 10 anos sem registro de um caso confirmado, o estado afirmou que uma jovem de 19 anos foi diagnosticada com a doença em 2025. “Nossa preocupação é que a população esteja com baixa ou sem imunidade para esse tipo que voltou ao estado”, disse Tyago Hoffmann.
Segundo o secretário, a paciente é de Vitória. A doença não apresenta sintomas diferentes dos outros tipo de dengue. “Ela apresentou sintomas normais de dengue tipo 1 e 2. Não tem alteração. Ela estava com febre alta, dores pelo corpo, dores nas juntas, manchas pelo corpo. Então, nenhum sintoma diferente. E ela evoluiu positivamente, não segue internada e se encontra em casa”, comentou.
Só este ano, o Estado registrou 20.881 casos prováveis de dengue. Hoffmann esclareceu que entre os registros, outras pessoas podem apresentar dengue tipo 3. “A gente ainda não tem como distinguir se é tipo 1, 2 ou 3. Ao longo do tempo, se surgirem outros casos do tipo 3, vamos noticiando para a imprensa”, explicou.
Questionado sobre o sistema de saúde estar preparado para lidar com a possível demanda crescente devido ao tipo 3, o secretário afirmou que o Espírito Santo está preparado.
“Caso outros casos sejam confirmados, estamos preparados. Nós temos um treinamento das equipes dos municípios, tanto das equipes de combate ao vetor, os agentes comunitários, da vigilância dos municípios, quanto também a preparação dos profissionais de saúde que atendem aos casos nas unidades de saúde. Isso com certeza tem reflexo para que a gente tenha redução de casos que se agravam ou eventuais ordens. Então, o sistema, sim, está preparado”, garantiu.
O secretário esclareceu que, na última semana, o Estado mostrou uma tendência de queda nos registros de dengue, o que representa uma redução de 23% em comparação à semana anterior.
Já em comparação com o ano de 2024, a redução é de 19% dos casos e 66% dos registros de pessoas graves e com sinais de alarme.
Cuidados em casa
O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, reforçou que 75% dos focos ainda encontram-se dentro das residências e fez um pedido. “É muito importante o papel da população. Pedimos que tirem um dia na semana, seja 20 minutos, para fazer uma inspeção minuciosa no seu imóvel, para a gente conseguir eliminar, porque nós temos as ações de governo, mas elas acabam sendo insuficientes se nós não tivermos esse apoio da população”, declarou.
“Quando a gente consegue eliminar o vetor na fase de lar, ou seja, não deixar o mosquito nascer, a gente acaba eliminando os casos de dengue grave e óbitos”, finalizou.