
O Sabbat de Lammas, também conhecido como Lughnasadh, é celebrado tradicionalmente no dia 1º de agosto no hemisfério norte e em 1º de fevereiro no hemisfério sul. A data marca o início da primeira colheita do ano e simboliza gratidão, abundância e reconhecimento do ciclo natural da vida.
De origem celta, Lammas está associado ao deus Lugh, ligado à habilidade, à prosperidade e ao trabalho humano. O festival representa o momento em que os frutos plantados começam a ser colhidos, especialmente os grãos, como trigo, cevada e milho, base da alimentação de antigas civilizações.
O nome “Lammas” deriva do termo anglo-saxão Loaf Mass (“missa do pão”), em referência aos pães preparados com os primeiros grãos colhidos e oferecidos como símbolo de agradecimento.
Significado espiritual e simbólico
Lammas é um período de reflexão sobre esforço e recompensa. Assim como a colheita depende do cuidado ao longo do ano, o sabbat convida à análise do que foi semeado na vida pessoal, profissional e espiritual. É um momento de reconhecer conquistas, aceitar perdas e preparar-se para os próximos ciclos.
O sabbat também simboliza o sacrifício necessário para a continuidade, representando o equilíbrio entre dar e receber, luz e sombra, crescimento e declínio.
Como é celebrado
As celebrações de Lammas variam conforme a tradição, mas geralmente incluem:
- Preparação de pães artesanais
- Ofertas de alimentos à natureza
- Decoração com espigas de trigo, grãos e frutas
- Rituais de gratidão e prosperidade
- Refeições compartilhadas
Em práticas contemporâneas, Lammas também é celebrado como um momento de consciência ecológica, valorizando o alimento, o trabalho humano e a conexão com a terra.
Lammas no calendário da Roda do Ano
O Sabbat de Lammas faz parte da Roda do Ano, conjunto de oito festivais que marcam as mudanças sazonais. Ele antecede o equinócio de outono e prepara simbolicamente o caminho para períodos de introspecção e recolhimento.
Mais do que um evento religioso, Lammas representa um convite à gratidão, equilíbrio e respeito aos ciclos naturais, valores que seguem atuais mesmo fora de contextos espirituais.
