
O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou a interlocutores que poderia ganhar bilhões com a intermediação da venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A informação surgiu em meio a investigações e movimentações políticas que aumentam a pressão sobre lideranças do chamado Centrão.
De acordo com relatos, o empresário Daniel Vorcaro conheceu Rueda por meio de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Desde então, o dirigente partidário passou a ser associado aos bastidores da negociação. Além disso, mensagens reveladas pela imprensa indicam que o ex-comandante do banco estatal relatou a Vorcaro um encontro com o líder político, sugerindo interesse em uma reunião direta.
investigações e articulações políticas
À frente do terceiro maior partido do país, Rueda também se tornou alvo de críticas no Palácio do Planalto e de apurações conduzidas pela Polícia Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já demonstrou publicamente desconforto com o dirigente, sobretudo após ele atuar na derrubada política do deputado Luciano Bivar (PE), considerado seu padrinho.
Enquanto isso, o rápido enriquecimento e a ostentação atribuídos a Rueda, com festas e bens de luxo, passaram a chamar a atenção no meio político. Paralelamente, há relatos de atuação para que recursos do Fundo de Previdência do Rio de Janeiro fossem direcionados ao Banco Master.
Núcleo político do governo acompanha caso
Nos bastidores, integrantes do núcleo político do governo teriam estimulado o acompanhamento do caso por entenderem que investigações poderiam atingir, além de Rueda, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil). Juntos, União Brasil e PP concentram uma das maiores forças partidárias do país.
Apesar disso, Ciro Nogueira teria conseguido reduzir a pressão política devido à proximidade com lideranças do PT. Em comum, segundo relatos de parlamentares, os três frequentavam eventos sociais promovidos por Vorcaro em Brasília.
Estratégia política sofre reveses
Posteriormente, a estratégia de desgaste político do Centrão perdeu força quando vieram à tona possíveis vínculos de figuras ligadas ao governo com o Banco Master. O banco teria contratado o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Conforme divulgado, Lewandowski teria permanecido vinculado à folha de pagamento da instituição mesmo durante sua passagem pelo Ministério da Justiça, com remuneração mensal de cerca de R$ 250 mil. Já Mantega manteria contrato de aproximadamente R$ 1 milhão por mês.
Além disso, reportagens apontam que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teria solicitado emprego para uma familiar na instituição financeira.
O caso segue em investigação e pode provocar novos desdobramentos no cenário político nacional.










