Rochas naturais levam demandas a Brasília visando US$ 3 bi

Após registrar US$ 1,48 bilhão em exportações em 2025, o setor de rochas naturais apresentou demandas em Brasília para alcançar US$ 3 bilhões até 2030.

O setor de rochas naturais leva demandas a Brasília e estabelece uma meta clara: alcançar US$ 3 bilhões em exportações até 2030. Após registrar US$ 1,48 bilhão em vendas externas em 2025, a Centrorochas apresentou, nesta quarta-feira (11), na Câmara dos Deputados, uma agenda estratégica para ampliar a competitividade do segmento.

Além disso, a bancada federal do Espírito Santo maior estado exportador de rochas naturais do país articulou a sessão solene e reuniu parlamentares, empresários e representantes de entidades nacionais. Dessa forma, o setor de rochas naturais levou a Brasília propostas concretas para acelerar o crescimento.

Segundo o presidente da Centrorochas, Tales Machado, a cadeia produtiva alcançou resultados expressivos porque investiu em tecnologia, organização e internacionalização. No entanto, para transformar o bom desempenho em um novo ciclo de expansão, o setor de rochas naturais precisa de mais segurança jurídica e previsibilidade regulatória.


Rochas naturais levam demandas sobre licenciamento e infraestrutura

Entre as prioridades, o setor de rochas naturais cobra maior agilidade no licenciamento mineral e ambiental. Atualmente, a autorização definitiva pode levar até oito anos e meio. Portanto, esse prazo compromete investimentos e reduz a competitividade internacional.

Além disso, a infraestrutura logística aparece como eixo central das demandas. Como a atividade envolve transporte de cargas pesadas, melhorias em rodovias e portos tornam-se essenciais. Nesse contexto, o Porto da Imetame, previsto para 2028, surge como alternativa estratégica para reduzir custos e ampliar eficiência.

Outra reivindicação envolve a modernização das regras de transporte. Hoje, restrições específicas de peso bruto total impactam o setor de rochas naturais de forma desproporcional. Assim, a entidade defende ajustes técnicos que garantam segurança sem prejudicar a operação.


Sudene e equilíbrio competitivo no Sul do ES

O setor de rochas naturais também defendeu a inclusão do Sul do Espírito Santo na área da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). Segundo a Centrorochas, a medida não representa privilégio, mas sim equidade competitiva.

Enquanto isso, parlamentares capixabas reforçaram apoio à pauta. O deputado Josias Da Vitória destacou que a atividade gera emprego e renda em diversas regiões. Já Evair de Melo ressaltou que o Espírito Santo abriga um dos parques industriais mais modernos do mundo no beneficiamento de rochas.


Apoio institucional fortalece setor de rochas naturais

Durante a cerimônia, autoridades reconheceram o protagonismo capixaba. O vice-governador Ricardo Ferraço afirmou que o setor integra a identidade econômica do Estado e impulsiona exportações.

Além disso, a ApexBrasil (https://www.apexbrasil.com.br), a Agência Nacional de Mineração ANM (https://www.gov.br/anm) e a Imetame Logística receberam homenagens pelo apoio institucional. Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, o Brasil possui mais de 1.200 especificações de materiais e mantém presença estratégica nos Estados Unidos, México, China e Emirados Árabes.


Expansão internacional e base no Oriente Médio

Paralelamente às demandas internas, o setor de rochas naturais avança na diversificação de mercados. A entidade assinou memorando com o Porto de Abu Dhabi para criar o Brazilian Natural Stone Hub no Oriente Médio.

Com isso, o Brasil reduzirá prazos de entrega e ampliará competitividade frente a concorrentes como Itália, Turquia, Índia e China. Consequentemente, o setor fortalece sua posição no comércio exterior.


Representatividade nacional

A Centrorochas representa mais de 470 empresas distribuídas em 17 estados. Do total, 76% estão no Sudeste. Além disso, o setor atua desde a mineração até a exportação.


Principais pleitos do setor de rochas naturais:

  • Agilidade no licenciamento mineral e ambiental;
  • Investimentos em infraestrutura e logística;
  • Modernização das regras de transporte;
  • Inclusão do Sul do Espírito Santo na Sudene.

Com planejamento estratégico e articulação política, o setor de rochas naturais leva demandas a Brasília e busca consolidar um novo ciclo de crescimento até 2030.

FONTE: LEIA NEWS