
Após a ampliação do prazo para substituição do Registro Geral (RG) pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), muitos brasileiros passaram a acreditar que não precisam mais se preocupar com a troca do documento. Apesar disso, o RG antigo ainda pode enfrentar restrições em algumas situações.
Atualmente, o documento tradicional continua válido em todo o território nacional até o dia 28 de fevereiro de 2032. Dessa forma, a emissão da nova CIN não é obrigatória de maneira imediata.
No entanto, isso não significa que qualquer RG antigo será aceito automaticamente em todos os atendimentos.
Quando o RG pode ser recusado?
Mesmo sem perder a validade oficialmente, alguns fatores podem fazer com que o documento seja recusado por bancos, cartórios, órgãos públicos e instituições financeiras.
Entre os principais casos estão:
- RG emitido há mais de 10 anos;
- documento danificado;
- foto antiga;
- dificuldades na identificação do titular.
Além disso, instituições financeiras costumam adotar critérios de segurança mais rigorosos. Por isso, quando existe dificuldade para confirmar a identidade da pessoa, o órgão pode solicitar um documento atualizado.
Viagens e passaporte exigem atenção
O mesmo problema pode acontecer em viagens internacionais para países do Mercosul.
Nessas situações, a Polícia Federal pode não aceitar documentos muito antigos ou em condições que prejudiquem a identificação do viajante.
Além disso, para emissão de passaporte, o RG com mais de 10 anos já não é aceito.
INSS amplia prazo para nova identidade
Outra situação importante envolve os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O governo federal ampliou o prazo para exigência da nova Carteira de Identidade Nacional nos serviços do órgão. Antes, a previsão era exigir a CIN já em maio deste ano.
Agora, a obrigatoriedade passou para janeiro de 2027, tanto para novos beneficiários quanto para usuários que já recebem benefícios.
A mudança faz parte de medidas voltadas ao reforço da identificação e combate a fraudes.
O que muda na nova CIN?
A principal mudança da nova Carteira de Identidade Nacional é a utilização do CPF como número único de identificação.
Com isso, o governo pretende reduzir problemas relacionados à existência de diferentes números de RG emitidos por estados distintos.
Além disso, a CIN reúne informações padronizadas em todo o país, facilitando validações e processos de identificação.
Vale a pena trocar agora?
Mesmo sem obrigação imediata, especialistas recomendam que a população providencie a nova identidade antes do prazo final.
A orientação vale principalmente para pessoas que possuem:
- RG desgastado;
- foto antiga;
- documento emitido há mais de uma década.
Dessa forma, será possível evitar transtornos em:
- bancos;
- viagens;
- serviços públicos;
- processos de identificação











