Reviravolta 30 anos após a tragédia: corpos dos Mamonas serão exumados

Projeto transforma cinzas dos músicos em árvores e cria memorial simbólico na cidade natal do grupo

- Banda Mamonas Assassinas. Da esquerda para a direita: Júlio Rasec, Dinho, Sérgio, Samuel e Bento • Divulgação

Quase 30 anos após o acidente aéreo que matou os integrantes dos Mamonas Assassinas, as famílias dos músicos decidiram exumar os corpos e transformar parte das cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores. A iniciativa ocorrerá no BioParque Cemitério de Guarulhos, na Grande São Paulo, onde o grupo nasceu e iniciou sua trajetória artística.

O anúncio foi feito neste sábado (21), por meio das redes sociais oficiais da banda e do próprio cemitério. A proposta integra um projeto de ressignificação da memória e busca unir homenagem, sustentabilidade e preservação ambiental.

Memorial sustentável

O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas. Além disso, o projeto prevê que as cinzas da cremação sejam incorporadas às sementes de espécies nativas. Posteriormente, especialistas acompanharão o desenvolvimento das árvores, criando um ciclo simbólico que conecta memória e continuidade da vida.

De acordo com o BioParque, o memorial pretende se tornar um patrimônio afetivo. Assim, familiares, fãs e visitantes poderão prestar homenagens em um ambiente que valoriza a natureza e a história da banda.

“Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”, informou o cemitério em nota oficial.

Tragédia que marcou o Brasil

Em março de 1996, após um show em Brasília, os integrantes embarcaram em um jatinho com destino a Guarulhos. No entanto, durante a aproximação para pouso, a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira. Todos a bordo morreram no acidente.

A morte precoce de Dinho, Júlio Rasec, Sérgio, Samuel e Bento comoveu o país. Desde então, os Mamonas Assassinas permanecem como um dos maiores fenômenos da música brasileira dos anos 1990.